
Uma das maiores apreensões de drogas do ano em Manaus, com cerca de 2,5 toneladas de maconha tipo skunk, transformou-se em um campo de batalha político em plena disputa pelo governo do Amazonas. A operação, realizada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), interceptou dois caminhões carregados com o entorpecente em uma instituição social no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul da capital.
Rota da droga e investigação policial
Segundo as investigações, que monitoravam o grupo desde 2024, a droga foi produzida na Colômbia, entrou no Brasil pelo Rio Japurá e tinha Manaus como ponto logístico temporário. Os veículos apreendidos já estavam preparados para seguir para o Ceará e a Paraíba. Um homem, apontado como peça-chave na logística da quadrilha, foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada. Ele havia fundado a instituição social há apenas dois meses.
Estopim para a crise eleitoral
O caso ganhou contornos eleitorais quando veio à tona que o investigado se apresentava em redes sociais como apoiador e coordenador de campanha de uma candidata do PL ao Governo do Estado. A presença de material gráfico da coligação no local da apreensão intensificou as reações políticas.
Posicionamento dos candidatos
A chapa da candidata do PL protocolou uma notícia-crime no Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), pedindo rigor na apuração de uma suposta tentativa de vincular sua imagem ao crime organizado. A defesa da candidata afirmou que o suspeito nunca fez parte da equipe oficial registrada e que a posse de panfletos por terceiros é juridicamente neutra. A campanha anunciou que buscará representações no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) contra opositores.
O caso segue em duas frentes: a investigação policial sobre as rotas do narcotráfico e a disputa na Justiça Eleitoral, onde os desdobramentos prometem influenciar o debate político nos próximos dias.
Com informações da PC-AM







