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Lula se refere a Erika Hilton como “ele” e levanta questionamento sobre seletividade na política

🤨 GAFE OU SELETIVIDADE? Durante evento oficial, o presidente Lula se referiu à deputada Erika Hilton pelo pronome masculino. O episódio gerou um debate: se fosse um político de direita, o barulho seria o mesmo? A internet não perdoou o questionamento sobre a diferença de tratamento jurídico e midiático. O que você acha? (Foto: Reprodução / Manauara News)

BRASÍLIA – O presidente Lula se viu em uma situação desconfortável durante uma cerimônia oficial nesta segunda-feira (19/01). Ao mencionar a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o presidente acabou utilizando o pronome masculino “ele” para se referir à parlamentar, que é uma mulher trans.

O momento do deslize

A fala aconteceu enquanto Lula discursava sobre a importância da representatividade no Congresso. O deslize não passou batido pelos internautas e logo começou a circular nas redes sociais. Erika Hilton, que é uma base forte de apoio ao governo, não se manifestou imediatamente sobre o ocorrido, mas o climão ficou nítido para quem acompanhava a transmissão.

O questionamento que fica: E se fosse na direita?

O episódio abriu um debate quente nos bastidores da política e nas redes. O questionamento que muitos fazem agora é sobre a coerência das reações:

  • Se um parlamentar da oposição ou de direita tivesse cometido exatamente o mesmo erro, será que o caso seria tratado apenas como uma “gafe”?

  • Ou já haveria pedidos de cassação, processos por transfobia e ações correndo no STF?

Vale lembrar que nomes da oposição já enfrentaram processos pesados e condenações por situações semelhantes envolvendo pronomes e identidade de gênero. Para os críticos, o silêncio de setores da militância e da própria Justiça no caso do presidente acende o alerta sobre o famoso “dois pesos e duas medidas” no cenário político brasileiro.

Histórico

Curiosamente, no ano passado, o próprio Lula saiu em defesa de Erika Hilton quando ela teve o gênero alterado em um visto pelos EUA, chamando o episódio de “abominável”. Agora, o erro veio de dentro do Palácio do Planalto.

Com informações da Agência Brasil