Política Ministros deixam cargos no governo Lula para disputar eleições em outubro

Ministros deixam cargos no governo Lula para disputar eleições em outubro

Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada nesta terça-feira (31) oficializou a saída de oito ministros do governo federal que deixarão seus cargos para disputar as eleições em outubro. Ao todo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que pelo menos 18 de seus 37 ministros deverão deixar as pastas para concorrer a cargos eletivos. O vice-presidente, Geraldo Alckmin, também deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para concorrer à reeleição na chapa de Lula.

Desincompatibilização e riscos de inelegibilidade

O afastamento dos ministros cumpre a Lei da Inelegibilidade, que estabelece prazos para desincompatibilização de cargos públicos para quem pretende disputar eleições. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o não cumprimento desses prazos pode tornar o pré-candidato inelegível.

O TSE disponibiliza em seu site um serviço para verificar os prazos legais exigidos, que variam de acordo com a função ocupada e o cargo eleitoral pretendido.

Mudanças no primeiro escalão

As exonerações e nomeações publicadas no DOU desta terça-feira (31) oficializaram diversas substituições. Na maioria dos casos, os secretários-executivos assumirão as pastas deixadas pelos ministros.

Mudanças já oficializadas no DOU:

  • Ministério da Fazenda: Fernando Haddad (PT) deixa o cargo para disputar o governo de São Paulo. Dario Durigan, ex-secretário-executivo, assume.
  • Ministério do Planejamento e Orçamento: Simone Tebet (MDB) sai para disputar o Senado por São Paulo. Bruno Moretti, ex-secretário de Análise Governamental da Casa Civil, assume.
  • Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa): Carlos Fávaro (PSD) deixa a pasta para tentar a reeleição ao Senado pelo Mato Grosso. André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura, o substitui.
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA): Paulo Teixeira (PT) sai para disputar a reeleição de deputado federal por São Paulo. Fernanda Machiaveli, ex-secretária-executiva, assume.
  • Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH): Macaé Evaristo (PT) deixa o cargo para tentar a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais. Janine Mello, ex-secretária-executiva, assume.
  • Ministério do Esporte: André Fufuca (PP) sai para tentar uma vaga no Senado no Maranhão. Paulo Henrique Perna Cordeiro, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, assume.
  • Ministério da Pesca e Aquicultura: André de Paula foi remanejado para o Ministério da Agricultura. Rivetla Edipo Cruz, ex-secretário-executivo, assume a pasta.
  • Ministério dos Povos Indígenas: Sônia Guajajara (PSOL) deixa o cargo para tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo. Eloy Terena, ex-secretário-executivo, assume.
  • Ministério dos Portos e Aeroportos: Sílvio Costa Filho (Republicanos) sai para disputar a reeleição de deputado federal por Pernambuco. Tomé Barros Monteiro da Franca, ex-secretário-executivo, assume.

Mudanças previstas, mas ainda sem oficialização no DOU:

  • Ministério do Meio Ambiente: Marina Silva (Rede) pode disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo, assume.
  • Ministério dos Transportes: Renan Filho (MDB) deve concorrer ao governo de Alagoas. George Santoro, atual secretário-executivo, assume.
  • Casa Civil: Rui Costa (PT) deve deixar o cargo oficialmente na próxima quinta-feira (2) para disputar o Senado pela Bahia. Miriam Belchior, atual secretária-executiva, assume.
  • Ministério da Educação (MEC): Camilo Santana (PT) pode disputar o governo do Ceará ou uma vaga ao Senado. Leonardo Barchini, atual secretário-executivo, assume.
  • Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional: Waldez Góes (PDT) pode disputar uma vaga ao Senado pelo Amapá. Valder Ribeiro de Moura, atual secretário-executivo, assume.
  • Ministério das Cidades: Jáder Filho (MDB) disputará o Senado pelo Pará. Antonio Vladimir Moura Lima, atual secretário-executivo, assume.
  • Ministério da Igualdade Racial: Anielle Franco (PT) deve disputar uma vaga de deputada federal pelo Rio de Janeiro. Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva, assume.
  • Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC): Geraldo Alckmin (PSB) disputará a reeleição de vice-presidente. O substituto ainda não foi definido.
  • Secretaria das Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR): Gleisi Hoffmann (PT) deve disputar o Senado pelo Paraná. O substituto ainda não foi definido.

Com informações da Agência Brasil