
A renúncia do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, nesta terça-feira (24), marca um ponto de virada na política estadual. A decisão ocorre em um momento crucial, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomando o julgamento que pode levar à sua inelegibilidade.
O processo no TSE
Cláudio Castro é réu em um processo no TSE por abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022. O julgamento, que até o momento tem placar de 2 a 0 pela cassação, pode impedir sua participação nas eleições deste ano.
Impacto da renúncia
Com a saída do governo, o pedido para cassar o mandato de Castro perde seu efeito direto. No entanto, a possibilidade de condenação à inelegibilidade permanece, impactando suas aspirações eleitorais futuras.
Eleição indireta para o governo
A legislação prevê que, com a vacância do cargo de governador, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) deverá organizar uma eleição indireta. Os 70 deputados estaduais elegerão, em até 30 dias, um substituto para o mandato-tampão, que vigorará até a escolha do próximo governador nas eleições de outubro.
Outros envolvidos no processo
O julgamento no TSE também abrange o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar (que foi secretário de Governo de Castro) e o ex-presidente da Ceperj, Gabriel Rodrigues Lopes. Eles respondem por supostas contratações irregulares na Ceperj e na Uerj.
Acusações contra Castro
O Ministério Público Eleitoral acusa Cláudio Castro de obter vantagem eleitoral por meio da contratação de servidores temporários sem amparo legal. Além disso, é apontada a descentralização de projetos sociais para direcionar recursos a entidades não vinculadas à administração pública, num total de R$ 248 milhões para a contratação de 27.665 pessoas.
Com informações da Agência Brasil







