
A deputada federal Erika Hilton afirmou que a comissão que presidirá enfrentará um “sistema organizado de opressão”. Em entrevista, ela detalhou suas prioridades, que incluem o combate à misoginia e ao discurso de ódio, intensificados em ambientes digitais e direcionados a mulheres, pessoas trans, crianças e minorias históricas.
Prioridades e a luta por representatividade
Hilton ressaltou que as conquistas de grupos minoritários foram fruto de muita luta e políticas públicas, enfrentando resistência de setores conservadores da sociedade. “Há uma guerra de narrativas contra esses grupos cuja presença nesses lugares ainda parece muito incômoda”, declarou, defendendo que a democracia exige diversidade e maior representação de grupos diversos.
O conceito de mulher e críticas à presidência
A deputada reiterou sua defesa pela ampliação do conceito de mulher, para além da biologia. Em resposta às críticas sobre sua capacidade de presidir a comissão, ela argumentou que a biologia não foi um impeditivo quando apenas homens ocuparam a Comissão de Defesa do Direito das Mulheres. “Mulher não é apenas um ser biológico. Mulher é um ser social, cultural, político e material também”, afirmou.
Erika Hilton criticou parlamentares que a questionam, apontando que muitas delas estão “atreladas ao PDL da Pedofilia e ao PL do Estupro”, e que votaram contra a igualdade salarial. “Como elas podem se sentir autorizadas a tentar desqualificar minha presidência, quando suas atuações políticas sempre foram contra a dignidade das mulheres e das meninas brasileiras? Isso não tem a ver com o discurso que elas querem colocar. Isso tem a ver com preconceito e com o ódio”, disse.
Violência no ambiente digital
A deputada defendeu a necessidade de o Legislativo combater a violência online, que se estende ao mundo real, resultando em cultura de estupro, feminicídio e ódio. Ela alertou para a cooptação de jovens em plataformas que se tornam “organizações de torturas e até de assassinatos de animais”.
“Precisamos garantir e avançar legislações, definindo responsabilidades e [criando] mecanismos de controle e segurança para os pais, e de proteção a crianças, adolescentes e mulheres. Caso contrário, esse ambiente vira terra sem lei”, complementou.
Com informações da Agência Brasil







