
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, na noite desta quinta-feira (19), os cinco países permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) em relação à guerra no Irã e ao fomento de conflitos globais. Segundo Lula, os membros permanentes – Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França – deveriam zelar pela paz, mas acabam por promover guerras.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU
“O Conselho de Segurança foi feito para ter responsabilidade e manter a segurança no mundo. Pois são os cinco [países membros] que estão fazendo guerra. São os cinco. Eles produzem mais armas, vendem mais armas”, declarou o presidente durante um discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP).
Investimento em armas versus necessidades sociais
Lula questionou a destinação de recursos para armamentos em detrimento de necessidades básicas da população mundial. “Quem paga o preço das guerras? Os pobres. O ano passado gastaram 2 trilhões e 700 bilhões de dólares em armas. Quanto gastaram em comida? Quanto gastaram em educação? Quanto gastaram para acabar com as pessoas que estão refugiadas, vítimas de guerras insanas?”, acrescentou.
Anúncios políticos e o caso Banco Master
O evento também serviu para que Lula anunciasse sua pré-candidatura à presidência em 2026 e a candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, com a expectativa de contar novamente com Geraldo Alckmin como vice. Em outro ponto de sua fala, o presidente abordou o caso do Banco Master, atribuindo sua aprovação e as subsequentes “falcatruas” à gestão do Banco Central durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Vira e mexe, eles tão tentando empurrar para as costas do PT e do governo o [caso do] Banco Master. Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente, do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sobre pedra para apurar tudo que fizeram dando um golpe de R$ 50 bilhões neste país. E, se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que fomos nós”, disse Lula, ressaltando que o reconhecimento do banco ocorreu em setembro de 2019, na gestão de Roberto Campos Neto, e não no início de 2019, quando Ilan Goldfajn ainda era presidente do BC.
Com informações da Agência Brasil







