
A Petrobras anunciou um reajuste médio de 18% no preço do querosene de aviação (QAV), impactando o valor em R$ 1 por litro em relação ao mês anterior. A medida, que entra em vigor nesta sexta-feira (1º), ocorre em um cenário de instabilidade nos preços globais do petróleo, influenciado pela guerra no Irã.
Parcelamento para mitigar efeitos
Em uma tentativa de amenizar os efeitos do aumento para o setor aéreo, a Petrobras oferecerá novamente a opção de parcelamento do reajuste. Assim como ocorreu no mês passado, distribuidoras de QAV poderão dividir parte do aumento em seis vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026.
A companhia ressalta que essa alternativa visa preservar a demanda pelo produto e a saúde financeira dos clientes, mantendo a neutralidade financeira para a Petrobras. O QAV, que representa quase metade dos custos operacionais das companhias aéreas, tem seu preço estipulado mensalmente pela estatal.
Contexto de alta no petróleo e medidas de apoio
O reajuste coincide com a escalada dos preços do barril de petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Irã, iniciada no final de fevereiro. A região é estratégica para a produção e transporte de petróleo, e conflitos locais têm gerado distorções na cadeia produtiva e alta nos preços.
Para auxiliar o setor de aviação, o governo federal já havia zerado as alíquotas do PIS e da Cofins sobre o QAV até 31 de maio. Adicionalmente, foram anunciados o adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea e R$ 9 bilhões em linhas de crédito para companhias aéreas.
Formação de preços e mercado de QAV
A Petrobras utiliza uma fórmula de precificação do QAV vigente há mais de 20 anos, que busca equilibrar os preços nacionais e internacionais, atuando como amortecedor de curto prazo. A estatal detém cerca de 85% da produção de QAV no Brasil, mas o mercado é aberto à concorrência.
Com informações da Agência Brasil







