
O Ministério Público do Amazonas (MPAM), por meio da Promotoria de Justiça de Manaquiri, realizou duas visitas de fiscalização a escolas na zona rural do município. O objetivo foi verificar as condições estruturais e de ensino, além de identificar as dificuldades enfrentadas por estudantes e professores em localidades mais afastadas da área urbana.
Escolas visitadas e constatações
As vistorias ocorreram na quinta-feira (08/10) e abrangeram a Escola Municipal Santo Antônio, na comunidade do Barro Alto, e a Escola Indígena Cereça Purãnga. O promotor de Justiça Caio Lúcio Fenelon Assis Barros conduziu as inspeções.
Desafios na Escola Indígena Cereça Purãnga
Na Escola Indígena Cereça Purãnga, apesar da estrutura física nova, o promotor constatou a ausência de aparelhos de ar-condicionado nas salas de aula. Essa falta expõe alunos e professores às altas temperaturas do verão amazônico, prejudicando a concentração e o bem-estar.
“Não basta construir escolas ou disponibilizar salas de aula. É preciso garantir que esses espaços ofereçam condições dignas para alunos e professores. No interior do Amazonas, especialmente durante o verão amazônico, o calor intenso pode transformar uma sala de aula sem climatização em um ambiente extremamente desconfortável, prejudicando a concentração, a aprendizagem e até mesmo a saúde daqueles que ali permanecem diariamente. A educação de qualidade também passa pelo respeito a essas condições básicas”, destacou o promotor.
Próximos passos e compromisso com a educação
As informações coletadas durante as visitas serão analisadas pela Promotoria de Justiça de Manaquiri. A partir dessa avaliação, serão definidas as providências cabíveis e, se necessário, será cobrada do Executivo municipal a adoção de medidas para aprimorar as condições estruturais e pedagógicas das unidades escolares.
A atuação do MPAM reforça o compromisso com a fiscalização das políticas públicas educacionais, visando assegurar que todas as crianças e adolescentes, independentemente de sua localização geográfica ou etnia, tenham acesso a uma educação pública digna, inclusiva e de qualidade.
Com informações da Agência Amazonas







