
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), está fortalecendo a rede de diagnóstico e tratamento da malária na capital amazonense. A iniciativa, que começou a ser ampliada em 2025, já alcançou 81 estabelecimentos municipais, entre a zona urbana e rural, e tem a meta de chegar a 106 unidades no primeiro semestre de 2027, com a perspectiva de cobrir toda a rede municipal até o final do próximo ano.
O objetivo principal é facilitar o acesso da população ao diagnóstico precoce da doença, permitindo o início do tratamento em até 48 horas após o surgimento dos sintomas. Segundo Viviana Cláudia de Paula Conceição, responsável técnica pelas ações de Vigilância Epidemiológica da Malária da Semsa, este período é crucial para evitar o agravamento do quadro clínico.
Ampliação estratégica para áreas urbanas e rurais
A expansão do serviço é viabilizada pela oferta de testes rápidos e de “gota espessa” pelo Ministério da Saúde. Viviana Conceição destaca a importância de oferecer o diagnóstico também na área urbana, mesmo com a maior incidência de transmissão ocorrendo em áreas rurais. “As pessoas moram na cidade. O período de incubação da malária pode levar vários dias e, quando começam a apresentar sintomas, elas procuram a unidade de saúde mais próxima de casa”, explica.
Atualmente, 43 pontos na zona urbana e 38 na zona rural de Manaus disponibilizam exames para detecção da malária. O planejamento para 2027 inclui a cobertura integral das unidades dos Distritos de Saúde Norte e Oeste no primeiro semestre, seguida pelos Distritos Leste e Sul na segunda metade do ano. A meta é que todas as unidades municipais ofereçam o teste para identificar casos na atenção primária.
Cenário epidemiológico e medidas de controle
A expansão da rede ocorre em um contexto de aumento dos casos de malária em Manaus. Até 23 de outubro deste ano, foram registrados 6.177 casos prováveis no município. Deste total, 62 ocorreram em gestantes, 498 em idosos e 702 em crianças. A maior concentração de casos está no Distrito de Saúde Leste, especialmente nas regiões dos ramais do Brasileirinho e do Puraquequara, onde a expansão urbana em áreas de mata tem elevado a exposição ao mosquito transmissor.
A transmissão da malária ocorre principalmente em áreas rurais e periurbanas, onde a cidade faz transição com ambientes de floresta. A Semsa atua em duas frentes: combate ao mosquito e interrupção da cadeia de transmissão, que depende do diagnóstico e tratamento rápido dos infectados.
Diagnóstico, prevenção e inclusão no pré-natal
Os principais sintomas da malária incluem febre, calafrios, dor de cabeça e dores no corpo. Pessoas que apresentarem esses sintomas, especialmente após frequentarem áreas rurais ou de mata, devem procurar uma unidade de saúde que ofereça o diagnóstico. O exame pode ser solicitado diretamente na recepção, sem necessidade de consulta prévia.
A Semsa também reforça medidas de prevenção individual, como o uso de repelentes e roupas de proteção ao frequentar áreas de risco. Além disso, o exame de malária foi incluído na rotina do pré-natal, mesmo para gestantes assintomáticas, a fim de identificar infecções silenciosas e reduzir complicações. A relação completa das unidades de saúde que oferecem o serviço está disponível no site da Semsa: https://www.manaus.am.gov.br/semsa/unidades/malaria/.
Com informações da Prefeitura de Manaus







