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Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% em 2024 e mantém Selic em 10,5% para 2025

O mercado financeiro elevou a previsão para a inflação oficial do Brasil em 2024, conforme aponta o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,54% para 4,89% neste ano.

Cenário econômico e projeções

Apesar do aumento na projeção de inflação, a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2024 foi mantida em 10,50% ao ano. Para o fechamento de 2025, a previsão da Selic também permaneceu em 13% ao ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2024 teve sua projeção mantida em 1,85%. Já para 2027, a projeção do PIB caiu de 1,8% para 1,75%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão do PIB em 2% ao ano.

A previsão para a cotação do dólar no final de 2024 ficou em R$ 5,25. Para o fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana feche em R$ 5,30.

Política monetária e a Selic

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal instrumento para alcançar a meta de inflação. Atualmente, a taxa está em 14,5% ao ano. Em sua última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual pela segunda vez seguida.

A guerra no Oriente Médio tem gerado tensões e pode impactar os preços de combustíveis e alimentos, dificultando o trabalho do Copom. O colegiado informou que está monitorando o conflito e seus efeitos na inflação.

O aumento da Selic visa conter a demanda aquecida, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a economia. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, incentivando a produção e o consumo, mas pode diminuir o controle sobre a inflação.

Com informações da Agência Brasil