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Indígena apurinã é preso no AM por estuprar a própria neta de 12 anos e mantê-la em união conjugal

Um homem indígena de 40 anos, pertencente à etnia Apurinã, foi preso na última quinta-feira (21) em Beruri, no Amazonas, por manter uma relação conjugal com a própria neta de 12 anos. O suspeito é investigado por estupro de vulnerável contra a adolescente e também contra a filha dela, que é mãe da menina.

Ciclo de abusos desvendado

De acordo com as investigações da 80ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Beruri, o homem estuprava a própria filha, hoje com 33 anos, há anos. Dessa relação, nasceu a neta de 12 anos. Após o falecimento da avó, há cerca de dois anos, o suspeito passou a viver maritalmente com a adolescente, afastando-a do convívio social.

O caso chegou ao conhecimento das autoridades quando a menina estava com seis meses de gestação, após insistência da equipe de saúde indígena para que ela recebesse acompanhamento médico. A vítima vivia em situação de isolamento, sem acesso à saúde e educação.

Integração das forças de segurança foi crucial

A prisão do suspeito foi resultado de uma operação conjunta entre a Polícia Civil, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e o Departamento de Polícia do Interior (DPI). O delegado Jailton Santos, responsável pelas investigações, destacou as dificuldades logísticas superadas pela integração das equipes.

“Ao tomar conhecimento dos fatos, a equipe da unidade policial iniciou imediatamente as diligências necessárias para esclarecer o caso e localizar o suspeito. Vale destacar as dificuldades, principalmente logísticas, que foram superadas graças à integração entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e a prefeitura do município”, afirmou o delegado Henrique Brasil, diretor do DPI.

Após dias foragido, o homem retornou à comunidade onde residia e foi detido. Ele responderá pelos crimes de estupro de vulnerável contra a mãe da vítima e contra a adolescente, além de cárcere privado e abandono intelectual.

Vítima e bebê em segurança

A adolescente passou por escuta especializada e, atualmente, está sob os cuidados da genitora. Ela deu à luz e, tanto ela quanto o bebê, passam bem e estão sendo assistidos por órgãos de proteção.

Com informações da PC-AM