
O governo federal lançou a segunda etapa do programa Move Brasil, expandindo o crédito e melhorando as condições para a renovação da frota de veículos de transporte rodoviário. O investimento total alcança R$ 21,2 bilhões, mais que o dobro dos R$ 10 bilhões da fase anterior, que se esgotou rapidamente.
Ampliação do programa
A nova fase agora abrange o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários, como reboques e carrocerias. Do montante total, R$ 6,7 bilhões vêm do BNDES e R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional.
Melhores condições para caminhoneiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a melhoria nas condições, com aumento dos prazos de carência e de pagamento, além da redução das taxas de juros. Caminhoneiros autônomos terão financiamento em até 10 anos (120 meses), com carência de 12 meses, e contam com R$ 2 bilhões reservados. As taxas de juros foram reduzidas para 11,3%, abaixo dos 14% anteriores.
Críticas e apelos aos bancos públicos
Lula cobrou celeridade na liberação de crédito para autônomos por parte dos bancos públicos, criticando a preferência pela concessão de crédito a grandes empresas. Ele pediu que os mais pobres sejam tratados com a mesma agilidade dispensada aos mais ricos.
Requisitos ambientais e contrapartidas
Os financiamentos estarão condicionados ao cumprimento de critérios de sustentabilidade. Veículos mais antigos, entregues para reciclagem, terão taxas de juros ainda mais reduzidas. O governo espera que fabricantes reduzam preços e garantam empregos como contrapartidas.
Impacto na economia
O programa é visto como uma política industrial que beneficia toda a cadeia econômica, desde a produção de veículos até o abastecimento de bens essenciais. O transporte rodoviário, responsável por 60% da carga no Brasil, enfrenta um alto grau de obsolescência da frota, o que o programa visa reverter.
Medidas Provisórias
Duas Medidas Provisórias foram assinadas para viabilizar a ampliação do Move Brasil e o aumento da participação da União no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), visando ampliar a capacidade de oferta de garantias em operações de crédito, especialmente para micro, pequenas e médias empresas.
Com informações da Agência Brasil







