
O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de alívio nesta segunda-feira (16), com o dólar registrando uma queda significativa de 1,60%, encerrando o pregão a R$ 5,229. A desvalorização da moeda americana acompanhou o movimento global, impulsionada pela redução da aversão ao risco no exterior e pela queda nas cotações do petróleo.
Mercado reage a fatores externos e internos
Após superar R$ 5,30 em pregões anteriores, o dólar comercial chegou a R$ 5,28 pela manhã, mas despencou na parte da tarde, fechando próximo da mínima do dia. A queda foi favorecida pela melhora na percepção de risco global, especialmente com a expectativa de retomada do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. A desvalorização do petróleo, um dos principais fatores de tensão, contribuiu para o desempenho positivo do real entre as moedas de mercados emergentes.
No cenário doméstico, o Tesouro Nacional também interveio no mercado de títulos públicos com operações de recompra, o que aumentou a liquidez e reduziu tensões na curva de juros. Essas ações ajudaram a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI).
Ibovespa se recupera e expectativa para o Copom
A Bolsa de Valores brasileira, representada pelo Ibovespa, também reagiu positivamente, avançando 1,25% e fechando aos 179.875 pontos. A recuperação do índice refletiu a melhora no cenário de risco global e a queda nos preços do petróleo, aliviando a volatilidade dos dias anteriores ligada ao conflito no Oriente Médio.
Investidores também ajustam suas posições de olho na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, marcada para quarta-feira (18). A expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, para 14,75% ao ano. No entanto, parte do mercado considera a possibilidade de manutenção da taxa devido às pressões inflacionárias recentes.
Com informações da Agência Brasil







