
A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou uma redução de 2,34% em março, retornando ao patamar de R$ 8,633 trilhões. Em fevereiro, o indicador estava em R$ 8,841 trilhões. A diminuição foi causada principalmente pelo vencimento de um volume significativo de títulos públicos atrelados à Taxa Selic, os juros básicos da economia.
Queda na Dívida Interna
A Dívida Pública Mobiliária Interna (DPMFi) recuou 2,17%, passando de R$ 8,511 trilhões para R$ 8,302 trilhões. Em março, o Tesouro Nacional resgatou R$ 302,32 bilhões em títulos a mais do que emitiu, com destaque para os papéis ligados à Selic. A apropriação de juros, que adicionou R$ 93,01 bilhões ao estoque da dívida, evitou uma queda ainda maior.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 93,29 bilhões em títulos da DPMFi, mas os resgates totalizaram R$ 395,60 bilhões, evidenciando o grande volume de vencimentos.
Alta na Dívida Externa
Em contrapartida, a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) registrou um aumento de 0,61%, saindo de R$ 329,65 bilhões em fevereiro para R$ 331,64 bilhões em março. A valorização do dólar em 1,36% no período, influenciada pelo conflito no Oriente Médio, e um empréstimo de R$ 6,88 bilhões com organismos internacionais contribuíram para essa alta.
Colchão da Dívida Pública Diminui
O “colchão” da dívida pública, que é a reserva financeira utilizada em momentos de instabilidade, caiu de R$ 1,192 trilhão em fevereiro para R$ 885 bilhões em março. Essa redução se deve ao resgate líquido de títulos e à recompra de R$ 49 bilhões em títulos para estabilizar o mercado durante o início da guerra no Oriente Médio.
Atualmente, essa reserva cobre 5,69 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, o vencimento previsto é de R$ 1,68 trilhão em títulos federais.
Composição e Prazo da Dívida
Com o forte vencimento de títulos vinculados à Selic, a composição da DPF sofreu alterações. O prazo médio da Dívida Pública Federal aumentou de 4 para 4,1 anos, indicando uma maior confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar seus compromissos.
Detentores da Dívida
A participação dos não residentes (estrangeiros) na Dívida Pública Federal interna oscilou levemente em março, mantendo-se em patamares que refletem a confiança no país. A participação estrangeira na dívida interna é um indicador importante da percepção de risco e estabilidade econômica.
Com informações da Agência Brasil







