Economia CMN libera linha de crédito emergencial para cooperativas de leite no Pronaf

CMN libera linha de crédito emergencial para cooperativas de leite no Pronaf

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a liberação de uma linha de crédito temporária para cooperativas da agricultura familiar com foco na produção e processamento de leite. A medida, que inclui essas cooperativas na modalidade agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), busca oferecer suporte financeiro para capital de giro.

Apoio a cooperativas em dificuldades

A decisão do CMN visa apoiar cooperativas que enfrentam dificuldades financeiras de curto prazo, assegurando a continuidade de suas operações. Sem esse auxílio, haveria o risco de atrasos nos pagamentos a produtores, redução na produção e perda de empregos locais.

Essas cooperativas desempenham um papel crucial ao adquirir a produção de pequenos agricultores, processar alimentos como leite e derivados, e garantir a renda de famílias no campo.

Quem pode acessar o crédito

A linha de crédito é destinada a cooperativas participantes do Pronaf Agroindústria que possam comprovar dificuldades em honrar dívidas de curto prazo em 2026. É necessário também que estejam inscritas em programas governamentais voltados à gestão e fortalecimento da agricultura familiar, como as iniciativas do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Os valores podem ser contratados em um ou mais bancos credenciados.

Condições do financiamento

A nova linha de crédito estabelece:

  • Prazo total para pagamento: até 6 anos.
  • Carência: até 1 ano para o início do pagamento do principal.
  • Taxa de juros: 8% ao ano.
  • Limite por cooperativa: até R$ 40 milhões.
  • Limite por cooperado: até R$ 90 mil.

Validade da autorização

A autorização para a contratação deste tipo de crédito é válida até 30 de junho de 2026.

Impacto esperado

O governo espera que o acesso facilitado ao crédito funcione como um reforço de caixa emergencial, permitindo:

  • Manter a compra da produção dos agricultores.
  • Evitar interrupções nas atividades das cooperativas.
  • Garantir a renda das famílias rurais.
  • Preservar empregos no interior.
  • Manter o abastecimento de alimentos.

Com informações da Agência Brasil