
Uma investigação sobre a chacina que chocou Manaus na segunda-feira (17) revelou detalhes sombrios da sequência de violência que resultou na morte de três pessoas. O suspeito, Ezenilson Silva, teria iniciado o ataque após ser pressionado a quitar uma dívida de R$ 19 mil com agiotas. Segundo o delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Ezenilson se sentia “decretado”, ou seja, ameaçado de morte.
Por volta das 5h30 da manhã, Ezenilson teria pulado o muro da residência de seu ex-sogro, Francisco das Chagas Moraes Santão, para pedir o dinheiro. A câmera de segurança registrou a movimentação do suspeito, que permaneceu no local por cerca de duas horas.
O ataque com martelo
Ao entrar na casa, Ezenilson já portava um martelo em uma bolsa transversal. A primeira vítima foi Francisco, com quem o suspeito discutiu após ter o pedido de dinheiro negado. A agressão com o martelo foi brutal e levou à morte do ex-sogro.
Os gritos de Francisco alertaram sua filha, Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, que morava no andar de cima. Ela foi até o local para verificar o que estava acontecendo e também foi atacada e morta. O professor Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, vizinho que ouviu os barulhos, tentou intervir na situação, mas também foi atingido pelo suspeito com golpes de martelo.
Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, filha de Guilherme, foi a quarta pessoa a ir verificar a comoção. Ela também foi atacada, mas sobreviveu e foi encaminhada em estado grave para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio.
Motivação e roubo
Segundo a polícia, Francisco ajudava financeiramente o filho de Ezenilson, uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), e essa relação de auxílio era um motivo recorrente para Ezenilson pedir dinheiro ao ex-sogro.
Após os ataques, Ezenilson vasculhou a residência em busca de dinheiro. Ele encontrou um cofre pertencente a Francisco e roubou cerca de R$ 900. Três celulares das vítimas também foram levados pelo suspeito. O martelo e dois dos celulares teriam sido descartados em um igarapé próximo.
Ezenilson foi autuado por latrocínio contra as três vítimas e por tentativa de latrocínio contra Dilma. Ele está preso e aguarda a audiência de custódia.
Com informações da PC-AM







