Amazonas Após 11 anos, moradora de Presidente Figueiredo recupera certidão de nascimento com...

Após 11 anos, moradora de Presidente Figueiredo recupera certidão de nascimento com apoio da Defensoria do Amazonas

Presidente Figueiredo, AM – Aos 53 anos, Silvana Lima Silvestre reencontrou a esperança após 11 anos de luta para obter sua certidão de nascimento. O documento, essencial para o exercício da cidadania, foi finalmente recuperado com o apoio da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) na unidade de Presidente Figueiredo.

A falta do registro civil impedia Silvana de realizar atividades básicas, como concluir os estudos e abrir conta em banco. “Isso me impedia de muitas coisas, até mesmo de terminar meus estudos, de abrir conta em banco, não tinha identidade mais”, relatou a moradora.

Uma jornada de obstáculos

Durante mais de uma década, Silvana buscou seu documento em diversos cartórios e órgãos públicos, mas sem sucesso. O cartório original onde seu nascimento foi registrado havia perdido todos os documentos, e a ausência de informações impedia a emissão de uma segunda via.

“Eu chorava, fui humilhada, mexeu com o meu psicológico. Mas eu tenho Deus e não desisti”, desabafou Silvana, ressaltando a dificuldade enfrentada.

Acesso à justiça pela Defensoria

Em 2023, Silvana procurou a Defensoria do Amazonas como última alternativa. Após o atendimento inicial, a busca nos cartórios indicados resultou em certidões negativas. O caminho seguinte foi a restauração judicial do registro civil, que incluiu uma audiência por videochamada.

“Participei de uma chamada de vídeo com a juíza e ela disse ‘Pela sua existência, pela sua fé, está liberada’. Foram 11 anos esperando por esse documento”, relembrou emocionada.

Cidadania restaurada

A certidão de nascimento é o primeiro documento de uma pessoa e a base para a obtenção de todos os outros. Sem ele, Silvana viveu anos sem o reconhecimento formal do Estado como cidadã.

“É incrível como o trabalho da Defensoria Pública é gratificante, pois podemos mudar a vida das pessoas através do acesso à justiça, ao ajudá-las a garantir direitos básicos como o da dona Silvana. Mais pessoas precisam conhecer o trabalho da DPE e, dessa forma, seus direitos, isso é cidadania”, afirmou a defensora pública Mariana Paixão.

Com informações da Assessoria