
A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), promoveu nesta quinta-feira (10/9) o “Dia D da Autodeclaração Étnico-Racial”. A ação, voltada para estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, encerra uma mobilização iniciada em 1º de setembro, com o objetivo de incentivar o reconhecimento das identidades étnico-raciais e o respeito à diversidade nas escolas municipais.
Atividades de reconhecimento e valorização da diversidade
Na Escola Municipal Maria Rufina, localizada no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste, a comunidade escolar participou de diversas atividades. Roda de capoeira, apresentações de dança e a exposição de trabalhos criados pelos alunos sobre a história e cultura dos povos negros e indígenas marcaram o evento. A iniciativa buscou conscientizar sobre a importância da autodeclaração e do registro das informações étnico-raciais.
Importância da autodeclaração para políticas públicas
A autodeclaração étnico-racial é fundamental para subsidiar ações pedagógicas e institucionais voltadas à promoção da equidade e ao enfrentamento das desigualdades. Maria Vilane, assessora pedagógica do Núcleo de Equidade e Diversidade da DEF, destacou que a iniciativa reforça a discussão sobre o combate ao racismo estrutural.
“É um momento em que os estudantes, juntamente com suas famílias, têm a oportunidade de refletir e reconhecer a qual grupo étnico-racial pertencem, considerando os critérios de cor e raça. Mais do que preencher uma informação, é reconhecer a própria identidade e valorizar a diversidade que existe dentro das nossas escolas”, explicou Maria Vilane.
Prevenção ao preconceito e bullying
O professor Sérgio Santana ressaltou que abordar as relações étnico-raciais desde a escola é crucial para o respeito às diferenças e a prevenção do preconceito, racismo e bullying. “Precisamos mostrar aos estudantes que a cor da pele não determina o valor de ninguém e que todos devem aprender a conviver, respeitar e valorizar as diferenças”, afirmou.
Valorização da identidade indígena
Nayara Laiane Mendonça, mãe do estudante Lucas Fernando, da etnia Munduruku, celebrou a oportunidade de realizar a autodeclaração do filho. “Para nós, é muito importante sermos reconhecidos, não apenas na escola, mas em todas as áreas. Falar sobre a minha etnia e sobre os povos indígenas também é uma forma de valorizar a nossa história e a nossa identidade”, disse.
Com informações da Prefeitura de Manaus







