
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, uma queda de R$ 0,022 (-0,43%), retornando a níveis anteriores à escalada militar no Oriente Médio. O movimento de alívio na moeda americana foi impulsionado por sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem estar se aproximando de um acordo, reduzindo temores globais sobre energia e inflação.
Otimismo com possível acordo EUA-Irã impulsiona mercados
A expectativa de uma possível resolução diplomática para o conflito no Oriente Médio ganhou força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou um possível fim para a guerra em breve. Embora o governo iraniano tenha negado oficialmente, as falas alimentaram a esperança de um cessar-fogo.
No mercado externo, o dólar também apresentou baixa, com o índice DXY recuando. Moedas emergentes, como o real brasileiro, o peso chileno e o peso mexicano, apresentaram ganhos no pregão.
Bolsa brasileira reage com moderação e sobe 0,26%
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou a quarta-feira em leve alta de 0,26%, alcançando 187.953 pontos. A valorização foi liderada por ações do setor financeiro e empresas sensíveis à atividade doméstica e aos juros.
O cenário de menor turbulência externa favorece a perspectiva de novos cortes na Taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, caso as tendências atuais se consolidem.
Petróleo em queda com apostas em solução diplomática
Os preços do petróleo registraram queda pelo segundo dia consecutivo. A aposta em uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio reduziu os riscos de interrupção no fornecimento de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz.
O contrato do WTI para maio encerrou a US$ 100,12 o barril, com queda de 1,24%. Já o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, fechando a US$ 101,16, chegando a ser negociado abaixo dos US$ 100 durante o pregão.
Apesar do alívio recente, os preços do petróleo permanecem elevados e sujeitos a novas movimentações políticas e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a moderar as perdas, mas o mercado segue atento a pronunciamentos oficiais e a sinais de normalização das rotas de transporte na região.
Com informações da Reuters







