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Governo bloqueia R$ 1,2 bilhão do Executivo e R$ 334 milhões de emendas no Orçamento de 2026

O governo federal anunciou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão do Orçamento de 2026, com o objetivo de preservar os gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e promover um ajuste fiscal. O Ministério do Planejamento e Orçamento detalhou em decreto a distribuição do congelamento de recursos por órgãos, afetando despesas discricionárias do Poder Executivo e emendas parlamentares.

Cortes e preservação do PAC

Do total bloqueado, R$ 1,26 bilhão incide sobre despesas não obrigatórias do Executivo (RP2), excluindo os investimentos do PAC. Outros R$ 334 milhões recaem sobre emendas parlamentares, incluindo as impositivas, conforme regulamentado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Faseamento de empenho e ajuste fiscal

Além do bloqueio, o decreto mantém o mecanismo de faseamento de empenho, que limita a autorização de despesas ao longo do ano. Essa medida impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro, buscando alinhar a execução orçamentária à arrecadação prevista e evitar desequilíbrios fiscais.

Distribuição dos bloqueios por ministério

Os cortes atingem diversas áreas, com maior impacto no Ministério dos Transportes, que concentra R$ 476,7 milhões. Outros órgãos com reduções significativas incluem o Ministério do Empreendedorismo (R$ 131 milhões) e o Ministério da Agricultura (R$ 124,1 milhões). Áreas como saúde e educação tiveram impacto mínimo.

Principais cortes por órgão:

  • Ministério dos Transportes: R$ 476,7 milhões
  • Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte: R$ 131 milhões
  • Ministério da Agricultura e Pecuária: R$ 124,1 milhões
  • Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional: R$ 101 milhões
  • Ministério da Fazenda: R$ 100 milhões

Monitoramento e prazos

A execução orçamentária continuará sob monitoramento constante, com possibilidade de novos ajustes para o cumprimento da meta fiscal de 2026. Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar as programações a serem bloqueadas, e os cortes em emendas parlamentares seguirão regras específicas da legislação.

Com informações da Agência Brasil