
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma alta de 0,52% em março, impulsionado principalmente pela pressão nos preços dos derivados de petróleo e pela agropecuária. O indicador, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), é frequentemente utilizado como referência para o reajuste de contratos de aluguel e tarifas públicas.
Componentes do IGP-M em março
O IGP-M é composto por três índices principais. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com peso de 60%, subiu 0,61% em março. A agropecuária foi o principal motor dessa alta, com destaque para os aumentos expressivos em bovinos, ovos, leite, feijão e milho. Os ovos, por exemplo, tiveram uma elevação de 16,95% no mês, e o feijão acumulou alta de 20,91%.
O agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio impactou diretamente os preços dos derivados de petróleo. O subgrupo produtos derivados do petróleo apresentou alta de 1,16% em março, revertendo a deflação de 4,63% registrada em fevereiro. Essa escalada de preços no mercado global é reflexo da concentração de países produtores de petróleo e rotas estratégicas na região, como o Estreito de Ormuz.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-M, subiu 0,30% em março. Na cesta de consumo das famílias, a gasolina foi o item que mais pressionou os custos, com expansão de 1,12%.
O terceiro componente, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), variou positivamente em 0,36% no mesmo período.
Por que o IGP-M é chamado de “inflação do aluguel”?
O IGP-M é popularmente conhecido como “inflação do aluguel” porque seu acumulado de 12 meses é frequentemente usado como base para o reajuste anual de contratos imobiliários. No entanto, é importante notar que nem sempre uma variação negativa do IGP-M resulta em redução nos valores dos aluguéis, pois muitos contratos estipulam o reajuste apenas se o índice for positivo.
A coleta de preços pela FGV para o cálculo do IGP-M em março ocorreu entre os dias 21 de fevereiro e 20 de março, abrangendo as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
Com informações da Agência Brasil







