
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de uma reserva estratégica de combustíveis no Brasil, argumentando que tal medida é essencial para garantir a soberania do país e protegê-lo contra a especulação em momentos de crise global. Apesar de o Brasil já possuir estoques operacionais para evitar desabastecimento, a dependência de importações, especialmente de diesel, torna o país vulnerável.
Soberania e Vulnerabilidade
Lula comparou a necessidade de reservas de combustíveis com as reservas cambiais brasileiras, que, segundo ele, permitiram ao país enfrentar crises mundiais sem se abalar. “Graças a essa reserva que nós começamos a fazer a 2005, até hoje o Brasil enfrenta todas as crises mundiais sem se abalar”, afirmou o presidente, destacando a importância de ter “muita verdinha [dólar]” para garantir a soberania.
O presidente ressaltou que países como Estados Unidos, China e Rússia mantêm estoques estratégicos de petróleo, citando a necessidade de segurança em cenários de conflito. Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido, um fator que aumenta a vulnerabilidade em períodos de instabilidade no mercado internacional.
Investimentos em Refinarias e Produção
Em paralelo à defesa das reservas, Lula anunciou investimentos significativos na modernização da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim (MG). A refinaria, que esteve em processo de desinvestimento e operava com 60% de sua capacidade, agora está sendo revitalizada.
A Petrobras anunciou um investimento de R$ 9 bilhões na Regap. Com R$ 3,8 bilhões, a previsão é aumentar a produção para 200 mil barris por dia até o fim de 2027. Nos cinco anos seguintes, com mais R$ 5,2 bilhões, a meta é alcançar 240 mil barris diários.
Durante o evento na Regap, Lula também inaugurou uma usina fotovoltaica, que deve reduzir em 20% o gasto de energia da refinaria, utilizando recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras. Essas iniciativas visam fortalecer a produção de combustíveis, promover a transição energética, gerar empregos e assegurar a confiabilidade operacional da unidade.
Com informações da Agência Brasil







