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Times Square de São Paulo pode operar a partir de setembro com investimento privado

O projeto para transformar um trecho da Avenida São João, no centro de São Paulo, em uma espécie de “Times Square paulistana” tem previsão de início de operação até setembro deste ano. A iniciativa, que conta com um investimento privado de cerca de R$ 6 milhões, visa a revitalização da área entre o Largo do Paissandú e o cruzamento das avenidas São João e Ipiranga.

Programação e Investimento

Painéis digitais serão instalados em edifícios como o Cine Paris República, Herculano de Almeida, Galeria Sampa e New York. Uma projeção mapeada também será realizada no Edifício Independência 2, onde fica o Bar Brahma. Os telões funcionarão diariamente das 5h às 23h. Aos finais de semana, a proposta é fechar a região para carros, oferecendo uma programação cultural com quatro palcos para apresentações musicais, além de espaços de gastronomia e artesanato.

O acordo, firmado entre a prefeitura, o governo paulista e o grupo Fábrica de Bares, destina recursos privados para a qualificação do espaço. Em contrapartida, haverá a veiculação de marcas patrocinadoras nos painéis digitais. Cerca de 70% do conteúdo exibido será dedicado a artes digitais e eventos culturais, com o restante destinado a conteúdo patrocinado. Conteúdos adultos, de apostas e publicidade convencional serão proibidos.

Revitalização e Segurança

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou que o Boulevard São João é parte de um conjunto de iniciativas para resgatar o centro da cidade e devolvê-lo aos cidadãos. Outros projetos citados incluem a construção de um novo parque na área da Favela do Moinho e a transferência da sede administrativa do governo para a região da Luz.

Para o prefeito Ricardo Nunes, o novo espaço tem potencial para atrair mais turistas, complementando os 47 milhões de visitantes anuais na cidade. “Teremos ali um ambiente bacana e seguro, porque vai estar ali a mão do Estado, com a Polícia Militar, com a Polícia Civil e a Polícia Municipal”, afirmou. A segurança na região será reforçada com a presença de mais de 300 policiais.

Críticas e Exceções à Lei Cidade Limpa

O projeto, inspirado na Times Square de Nova York, enfrenta críticas relacionadas à Lei Cidade Limpa, que há quase 20 anos busca combater a poluição visual em São Paulo. Para viabilizar a instalação dos painéis, foi utilizada uma exceção prevista na própria lei, que permite publicidade externa mediante contrapartidas ao município.

Audiências públicas foram realizadas para debater o tema, e um termo de cooperação foi assinado entre a gestão municipal e o grupo Fábrica de Bares. O vereador e urbanista Nabil Bonduki expressou preocupação de que o projeto crie um precedente para a volta da poluição visual na cidade e questionou a fiscalização do conteúdo dos painéis e a proteção contra a luminosidade excessiva.

Com informações da Agência Brasil