Economia Precatórios elevam previsão de déficit primário do governo para R$ 59,8 bilhões

Precatórios elevam previsão de déficit primário do governo para R$ 59,8 bilhões

A previsão de déficit primário total do governo para este ano subiu para R$ 59,8 bilhões, impulsionada principalmente pelos pagamentos de precatórios. Essa estimativa impacta diretamente o endividamento público do país.

Déficit e Superávit Projetados

No entanto, ao excluir os precatórios e outras exceções previstas no arcabouço fiscal, o governo estima um superávit primário de R$ 3,5 bilhões. O superávit primário representa a economia de gastos do governo destinada ao pagamento dos juros da dívida pública.

Sem Contingenciamento de Verbas

Devido à projeção de superávit primário, o governo optou por não realizar contingenciamentos de verbas no Orçamento deste ano. Os ministérios da Fazenda e do Planejamento apenas bloquearam R$ 1,6 bilhão, um procedimento necessário para cumprir os limites de gastos estabelecidos pelo arcabouço fiscal, mas que não está relacionado à meta de resultado primário.

Receitas e Despesas em Revisão

O relatório bimestral aponta para uma queda de R$ 13,7 bilhões nas receitas líquidas em comparação com o valor aprovado no Orçamento de 2026. Essa redução seria ainda maior se não fosse o aumento de R$ 16,7 bilhões nas estimativas de arrecadação com royalties, reflexo da escalada do preço do petróleo após o início do conflito no Oriente Médio.

Aumento nas Despesas

A equipe econômica também prevê um aumento de R$ 23,3 bilhões nas despesas totais. Deste montante, R$ 18,9 bilhões referem-se a gastos obrigatórios e R$ 4,4 bilhões a gastos discricionários (não-obrigatórios). Os créditos extraordinários foram um dos principais fatores de pressão, com alta de R$ 15,9 bilhões.

Impacto na Previdência

Contribuições para a Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também pressionaram as despesas, com altas de R$ 1,6 bilhão e R$ 1,9 bilhão, respectivamente. Do lado das receitas, destacam-se a queda de R$ 13,5 bilhões na Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Confins) e de R$ 6,8 bilhões no Imposto de Importação, esta última influenciada pela desvalorização do dólar frente ao valor orçado.

Com informações da Agência Brasil