
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (data a ser confirmada) que irá parcelar o reajuste do querosene de aviação (QAV), que em abril teve um aumento médio de 55%. A decisão visa mitigar o impacto imediato nas distribuidoras, que compram o combustível da estatal para revender às companhias aéreas e outros consumidores.
Entenda o reajuste e suas causas
O reajuste de abril se destaca significativamente em comparação com os meses anteriores. Em março, o QAV sofreu um aumento de 9%, enquanto em fevereiro houve uma queda de 1%. Essa escalada acentuada é atribuída à guerra no Oriente Médio, que desestabilizou a cadeia de suprimentos de petróleo e reduziu a oferta global.
A região do Oriente Médio é crucial para a produção de petróleo e abriga rotas de transporte vitais, como o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial. Conflitos na área impactam diretamente os preços internacionais.
Preço do barril Brent e impacto no QAV
Atualmente, o preço do barril tipo Brent, referência internacional, está sendo negociado acima de US$ 101 (aproximadamente R$ 520), um aumento considerável em relação aos cerca de US$ 70 antes do início da guerra. Essa valorização do petróleo bruto se reflete no custo do QAV.
Refinarias e a comercialização do QAV
A tabela com os novos preços do QAV foi publicada no site da Petrobras, apresentando variações de 53,4% a 56,3% em 14 pontos de venda. Em Ipojuca, Pernambuco, na Refinaria Abreu e Lima, o preço do litro passou de R$ 3,49 para R$ 5,40.
A Petrobras fornece o QAV produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Estas, por sua vez, transportam o combustível e o vendem para companhias de transporte e outros consumidores finais em aeroportos. Embora a Petrobras detenha cerca de 85% da produção de QAV, o mercado é aberto à livre concorrência, permitindo a atuação de outras empresas como produtoras ou importadoras.
Com informações da Agência Brasil







