
A Petrobras confirmou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seu interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, localizada na Bahia e privatizada em 2021. A manifestação ocorreu por meio de um ofício enviado à autarquia federal na última terça-feira (24).
A CVM havia questionado a estatal sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que anunciou a intenção de a Petrobras adquirir novamente a refinaria, também conhecida como Refinaria Landulpho Alves. Lula fez o pronunciamento na última sexta-feira (20), durante um evento em outra unidade da empresa.
Posição oficial da Petrobras
Em resposta ao questionamento da CVM, a Petrobras informou que “analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive eventual compra da Refinaria de Mataripe S.A.”. A empresa ressaltou que essa intenção já havia sido comunicada oficialmente em dezembro de 2023 e março de 2024.
A estatal assegurou que não há informações adicionais relevantes a serem divulgadas no momento e reforçou seu compromisso com a transparência, garantindo que o mercado será informado sobre qualquer fato relevante relacionado ao tema.
Histórico da Refinaria de Mataripe
A Refinaria Landulpho Alves, a segunda maior do Brasil em capacidade de refino, iniciou suas operações em 1950, sendo a mais antiga do país. Localizada em São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador, ela foi vendida em 2021 para a Mubadala Capital, gestora de um fundo de investimento do governo de Abu Dhabi, por meio da empresa Acelen.
Com capacidade de refino de 300 mil barris de petróleo por dia, o que representa 14% da capacidade total do Brasil, a refinaria produz diversos combustíveis e derivados, como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, solvente, lubrificantes e gás de cozinha (GLP).
Contexto da Recompra
A declaração de Lula sobre a possível reaquisição de Mataripe ocorre em um cenário de preocupação do governo com o controle dos preços dos combustíveis, especialmente o óleo diesel. A instabilidade no mercado internacional de petróleo, afetado pela guerra no Irã, tem gerado distúrbios na produção e no transporte.
“Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou o presidente na ocasião, criticando também a venda da refinaria e de postos de combustíveis durante o governo anterior. A BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, também foi privatizada no governo Bolsonaro, tornando-se a Vibra Energia.
Com informações da Agência Brasil







