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Petrobras planeja autossuficiência em diesel em até 5 anos com expansão de refinarias

A Petrobras estuda um plano ambicioso para tornar o Brasil autossuficiente na produção de diesel em um prazo de até cinco anos. A estratégia envolve a expansão da capacidade de refinarias chave e a otimização de unidades existentes para priorizar a produção deste combustível essencial para o desenvolvimento nacional.

Expansão e otimização de refinarias

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), localizada em Ipojuca (PE), terá sua capacidade ampliada de 230 mil para 300 mil barris de diesel por dia. Paralelamente, a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, em conjunto com o Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), aumentará sua produção de 240 mil para cerca de 350 mil barris diários.

As quatro refinarias da Petrobras em São Paulo também passarão por adaptações. O objetivo é reduzir a produção de óleo combustível e direcionar as plantas para priorizar a entrega de diesel, um movimento que, segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, impulsiona a produção de gasolina como subproduto.

Impacto do conflito no Oriente Médio e preço do diesel

A busca pela autossuficiência em diesel ganha ainda mais relevância em um cenário de instabilidade global. Desde o início do conflito no Oriente Médio, em 28 de fevereiro, o preço do óleo diesel S10 no Brasil registrou uma alta de aproximadamente 23%, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço do barril tipo Brent, referência internacional, ultrapassou os US$ 101, comparado a cerca de US$ 70 antes do conflito.

O governo tem implementado medidas para mitigar a alta dos combustíveis, incluindo a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins e a oferta de subvenção a produtores e importadores. Há também negociações em andamento para a aplicação de um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel em parceria com os estados.

Em paralelo, o querosene de aviação (QAV), outro derivado do petróleo, sofreu um reajuste de 55% nesta quarta-feira, representando cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.

Com informações da Agência Brasil