
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a proibição das chamadas “bets”, plataformas de apostas esportivas e de jogos online, citando sua preocupação com o crescente endividamento da população e o acesso de jovens a esses sites. Lula comparou o cenário atual com a proibição histórica dos cassinos físicos e do jogo do bicho no Brasil, argumentando que a tecnologia facilitou a disseminação dessas atividades.
Acesso facilitado e impacto nas famílias
“Eu passei toda minha vida ouvindo dizer que não era possível ter jogo de azar, ter cassino, o jogo do bicho era contravenção. Hoje o cassino está dentro da sua casa, com o seu filho de 10 anos […] utilizando o celular do pai que é contra o jogo de azar, gastando dinheiro desnecessário e enricando as bets”, declarou o presidente.
Dependência do futebol e histórico
Em resposta aos argumentos de que clubes de futebol dependem de patrocínios das empresas de apostas, Lula relembrou que “o futebol viveu um século e meio sem as bets”.
Regulamentação e arrecadação em contraste
As apostas de quota fixa de eventos esportivos são legalizadas no Brasil desde 2018, com a Lei 13.756/2018. A regulamentação mais recente, que também abrangeu jogos online, ocorreu em 2023, com a Lei 14.790/2023, sob a competência do Ministério da Fazenda, que criou a Secretaria de Prêmios e Apostas em 2024. Apesar da defesa do presidente pelo fim das bets, a regulamentação e a cobrança de tributos sobre o setor têm aumentado a arrecadação do governo. Somente em janeiro e fevereiro deste ano, a tributação gerou R$ 2,5 bilhões, um aumento de 236% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 756 milhões.
Com informações da Agência Brasil







