
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou veementemente as “crescentes intimidações à soberania” da América Latina e do Caribe, além da “retomada da política colonialista” por parte dos Estados Unidos. As declarações foram feitas durante a 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá.
Questionamento à ONU e ao uso da força
Lula questionou a legalidade de um país invadir outro, citando a Carta das Nações Unidas. “Em que documento do mundo está dito isso? Nem da Bíblia. Não existe nada que permita que isso aconteça. É a utilização da força e do poder para nos colonizar outra vez?”, indagou o presidente.
Pressão sobre minerais críticos e legado colonial
O presidente citou a Bolívia como exemplo da pressão exercida pelos Estados Unidos para a aquisição de minerais críticos, como o lítio. Ele lembrou o passado de saque de riquezas na América Latina, Caribe e África, ressaltando a necessidade de que esses minérios impulsionem o desenvolvimento tecnológico local, e não apenas sirvam como exportação.
Críticas ao Conselho de Segurança da ONU e gastos militares
Lula também criticou a inoperância do Conselho de Segurança da ONU na prevenção de conflitos e questionou a falta de representatividade de países latino-americanos e africanos no órgão. Ele contrapôs os US$ 2,7 trilhões gastos em armas e guerras no ano anterior com os 630 milhões de pessoas que passam fome no mundo.
Cooperação e combate à fome como prioridade
O presidente defendeu o multilateralismo como ferramenta para cooperação, investimento e comércio entre os países da Celac e da União Africana. Ele destacou a necessidade de priorizar o combate à fome, às mudanças climáticas, a preservação ambiental e a transição energética.
Com informações da Agência Brasil







