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Justiça aprova venda de telefonia fixa da Oi para Método Telecom por R$ 60 milhões

A Justiça do Rio de Janeiro aprovou, nesta quarta-feira (8), a venda dos serviços de telefonia fixa da Oi para a Método Telecom. A empresa foi declarada vencedora do leilão, com uma proposta de R$ 60,1 milhões pagos à vista, assumindo a Unidade Produtiva Isolada (UPI) Serviços Telefônicos.

Continuidade de serviços essenciais garantida

A decisão da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, sob a responsabilidade da juíza Simone Gastesi Chevrand, visa assegurar a continuidade de serviços considerados vitais para milhões de brasileiros. Isso inclui áreas remotas onde a Oi é a única operadora disponível, atuando como provedora de última instância.

Método Telecom vence disputa com pagamento à vista

A disputa contou com a participação de duas empresas: Método Telecom e Sercomtel Comunicações. Embora a Sercomtel tenha oferecido R$ 60 milhões, seu pagamento seria parcelado em dez vezes. A proposta da Método foi superior não apenas pelo valor ligeiramente mais alto, mas principalmente por cumprir a exigência do edital de pagamento integral e à vista, o que obteve aprovação do Ministério Público e órgãos de fiscalização.

Serviços e infraestrutura incluídos na transação

O pacote arrematado pela Método Telecom abrange as linhas de telefone fixo residenciais e a operação de números emergenciais como 190 (Polícia Militar), 192 (SAMU) e 193 (Corpo de Bombeiros). A empresa se compromete a manter o serviço em mais de 7.400 localidades até dezembro de 2028.

Além disso, a Método terá a responsabilidade de manter a infraestrutura de torres, postes, fiação e os orelhões, bem como todos os atuais usuários do serviço de telefonia fixa em todo o país.

Alívio para usuários e proteção para a compradora

A venda foi classificada pela Justiça como uma “providência urgente” para evitar a interrupção de serviços públicos essenciais, trazendo alívio para os usuários. Para a Método Telecom, o modelo de venda oferece proteção, pois a empresa assume a operação livre de qualquer dívida antiga do Grupo Oi. Pendências trabalhistas, fiscais ou cíveis da Oi não serão transferidas para a nova operadora, permitindo que os investimentos se concentrem na manutenção e melhoria do serviço.

Com informações da Agência Brasil