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Excesso de chuvas eleva preço do feijão e impacta cesta básica em capitais

O preço do feijão, essencial na mesa dos brasileiros, registrou aumento em todas as capitais do país. O fenômeno, impulsionado pelo excesso de chuvas que prejudicaram a colheita e a oferta, contribuiu para a alta geral nos custos da cesta básica, conforme aponta levantamento do Dieese e da Conab. São Paulo segue com o valor mais elevado, atingindo R$ 883,94, enquanto Aracaju apresenta o menor custo médio de R$ 598,45.

Impacto das chuvas e outros alimentos

Além do feijão, batata e tomate também tiveram seus preços significativamente afetados pelas condições climáticas adversas nas regiões produtoras. Carne bovina e leite também registraram elevações. Em contrapartida, o açúcar apresentou queda no custo médio em 19 cidades, reflexo do excesso de oferta no mercado.

Capitais com maiores aumentos

Manaus liderou o ranking de aumentos expressivos, com 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%) e Maceió (6,76%). Belo Horizonte, Aracaju, Natal, Cuiabá, João Pessoa e Fortaleza também apresentaram elevações consideráveis.

Regime de chuvas e a produção de feijão

O feijão carioca e o preto foram os mais afetados. Dificuldades na colheita, redução da área plantada na primeira safra e a expectativa de menor produção na segunda safra, aliadas ao clima no Paraná e Bahia, impactaram diretamente a oferta. Marcelo Lüders, presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), explicou que a quebra na produção foi expressiva, com menos sacas colhidas do que o esperado. A produção de feijão preto, que conta com estoque de 2025, tem valor em torno de R$ 200 a R$ 210 a saca, mas a expectativa é de que se torne mais caro que o carioca em 2026.

Salário mínimo e o custo de vida

Com o salário mínimo a R$ 1.621,00, o trabalhador comprometeu em média 48,12% da renda líquida para adquirir os itens da cesta básica em março. Embora o percentual seja alto, representa uma queda em relação a março de 2025. O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica em março foi de 97 horas e 55 minutos.

O valor ideal do salário mínimo, considerando a cesta mais cara em São Paulo e as necessidades básicas, seria de R$ 7.425,99 para uma família de quatro pessoas em março, o que equivale a 4,58 vezes o piso nacional vigente.

Com informações da Agência Brasil