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Dólar tem forte queda e Bolsa brasileira atinge novo recorde com alívio no conflito EUA-Irã

O dólar comercial registrou uma queda acentuada, alcançando o menor patamar em quase dois anos, enquanto o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, renovou máximas históricas. A euforia nos mercados financeiros globais foi desencadeada pelo anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, diminuindo as tensões no Oriente Médio.

Dólar recua para R$ 5,10

A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,103, uma desvalorização de 1,01%. Durante o pregão, o dólar chegou a negociar perto de R$ 5,06, impulsionado pela reação inicial dos investidores. No entanto, a divisa reduziu o ritmo de queda na parte da tarde devido a sinais de fragilidade no acordo e novos episódios de tensão na região, que trouxeram volatilidade.

Apesar das oscilações, o mercado interpretou os movimentos como uma forte pressão dos Estados Unidos para encerrar o conflito, mantendo o otimismo. No acumulado do ano, o dólar já desvalorizou mais de 7,02% frente ao real.

Bolsa brasileira bate recorde

O Ibovespa seguiu a tendência de alta global e atingiu novos picos, subindo 2,09% e encerrando o dia aos 192.201 pontos. O índice chegou a ultrapassar os 193 mil pontos em seu melhor momento. Este foi o sétimo dia consecutivo de ganhos para a Bolsa brasileira.

A valorização foi impulsionada pela redução dos prêmios de risco e pelo bom desempenho de ações de bancos e empresas ligadas ao mercado doméstico. Índices em Nova York também registraram fortes altas, refletindo o apetite por ativos de risco.

Petróleo em queda livre

Em contrapartida, as ações de petroleiras sofreram desvalorização, pressionadas pela queda acentuada nos preços do petróleo. O barril do tipo Brent recuou mais de 13%, negociado a cerca de US$ 94, enquanto o WTI, do Texas, caiu mais de 16%, também na faixa de US$ 94.

A queda nos preços do petróleo reflete a expectativa de uma normalização na oferta global com a potencial reabertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de energia. Contudo, o mercado ainda monitora a fragilidade do cessar-fogo diante das incertezas geopolíticas na região.

Com informações da Reuters