
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (24) mudanças na Linha Eco Invest Brasil, buscando fortalecer a estruturação de projetos sustentáveis e ampliar investimentos na transição ecológica. A medida visa superar a baixa maturidade técnica e financeira de projetos elegíveis, um dos principais entraves ao avanço de investimentos verdes no país.
Exigências de contrapartida para instituições financeiras
As novas regras permitem ao Ministério da Fazenda exigir contrapartidas das instituições financeiras que acessam os recursos da linha. Bancos credenciados poderão ser obrigados a investir recursos próprios em capacitação, pesquisa, desenvolvimento tecnológico e estruturação de projetos.
Essas iniciativas não envolvem uso de recursos públicos nem geram custos adicionais para o Tesouro Nacional. O objetivo é aumentar a qualidade da carteira de projetos e estimular a participação do capital privado no setor.
Foco em setores estratégicos como a bioeconomia
A iniciativa também direciona atenção a setores estratégicos, como a bioeconomia. Este setor, em particular, necessita de maior apoio na fase inicial de desenvolvimento, especialmente na modelagem econômico-financeira e na organização produtiva.
Sobre o Programa Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil é coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Ele faz parte da estratégia governamental para financiar ações de mitigação de emissões e adaptação às mudanças climáticas, mobilizando capital privado para projetos sustentáveis.
Em 2025, o programa mobilizou R$ 75 bilhões em capitais, resultando em R$ 14 bilhões em financiamentos concedidos. O CMN é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e da ministra do Planejamento, Simone Tebet.
Com informações da Agência Brasil







