
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou uma injeção recorde de R$ 366 bilhões na economia brasileira em 2025, o equivalente a R$ 1 bilhão por dia. Este montante representa um crescimento de 32% em relação a 2024 e um aumento de 140% comparado a 2022.
Resultados Financeiros e Impacto Econômico
O banco divulgou um lucro líquido de R$ 26,8 bilhões em 2025, um aumento de 1,7% sobre o ano anterior. O lucro recorrente, que exclui efeitos extraordinários, atingiu R$ 15,2 bilhões, o maior da história da instituição.
A injeção de R$ 366 bilhões é composta por R$ 237,9 bilhões em aprovações de crédito e R$ 128,2 bilhões em garantias, focadas em micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
Foco em Investimento e Inovação
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o impacto positivo de R$ 1 bilhão diário como um fomento essencial para investimentos, inovação e modernização, além da descarbonização da economia.
As consultas por financiamento totalizaram R$ 389,2 bilhões, com aprovações de crédito de R$ 237,9 bilhões e desembolsos de R$ 169,7 bilhões. Esses valores representaram 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2025.
Setores Impulsionados e Apoio às MPMEs
A infraestrutura liderou os setores impulsionados, com R$ 71,4 bilhões em aprovações, seguida pela indústria (R$ 71 bilhões), agropecuária (R$ 54,3 bilhões) e comércio e serviços (R$ 41,2 bilhões).
A indústria apresentou a maior expansão na concessão de crédito, com um salto de 35% em relação a 2024.
O crédito e as garantias para MPMEs somaram R$ 224 bilhões em 2025, um aumento de 43% em relação ao ano anterior. Mercadante ressaltou a importância do BNDES como garantidor para facilitar o acesso ao crédito para este segmento.
Participações Acionárias e Contribuição para Contas Públicas
A carteira de participações acionárias do BNDES alcança R$ 86,4 bilhões, com investimentos em empresas como Petrobras e JBS.
A inadimplência do banco ficou em 0,06%, consideravelmente abaixo da média nacional. Cerca de 65,5% dos desembolsos foram a juros de mercado, e 34,1% em operações incentivadas.
O BNDES pretende destinar até 60% de seu lucro ao Tesouro Nacional, contribuindo para o equilíbrio das contas públicas sem comprometer seu desempenho como banco de fomento.
Com informações da Agência Brasil







