
O Banco Mundial revisou para baixo a projeção de crescimento da economia brasileira em 2024, estimando agora um avanço de 1,6%. A decisão reflete preocupações com a instabilidade global, especialmente o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que tem impactado as cadeias produtivas de petróleo e gás.
América Latina sob pressão
A revisão do Brasil acompanha uma tendência regional. Para a América Latina como um todo, a projeção de crescimento foi ajustada de 2,3% para 2,1%. O economista-chefe do Banco Mundial, William Maloney, destacou que os impactos imediatos da crise no Oriente Médio se manifestam através dos preços do petróleo e do gás.
Com a redução da produção em países do Golfo Pérsico e os desafios logísticos no Estreito de Ormuz, o preço do barril de petróleo disparou no mercado internacional. Essa escalada de preços, segundo Maloney, afetará o mundo todo, levando os países a serem mais cautelosos na redução das taxas de juros.
Juros altos, utilizados para combater a inflação, funcionam como um freio na economia, encarecendo o crédito e pressionando a política fiscal dos países. “São impactos significativos nas economias como um todo e na questão fiscal, por isso que fizemos um downgrade [rebaixamento] da nossa previsão”, explicou Maloney.
Brasil na parte baixa do ranking regional
Dos 29 países latino-americanos e caribenhos analisados, o crescimento brasileiro se posiciona em 22º lugar. A Guiana lidera o ranking, com projeção de salto de 16,3% impulsionada pela exploração de petróleo. Os números da Guiana são tão expressivos que foram excluídos do cálculo geral da América Latina pelo Banco Mundial.
Destaques brasileiros na indústria e agricultura
Apesar da posição modesta no ranking, o Brasil foi elogiado por seus avanços em setores específicos. A Embraer foi citada como um exemplo de indústria aeronáutica forte no país, ressaltando a importância da mão de obra qualificada. A agricultura brasileira também recebeu destaque pela alta tecnologia e produtividade, assim como a argentina, uruguaia e chilena.
O relatório do Banco Mundial também mencionou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária, por sua capacidade de inovar e levar tecnologia ao campo. A Embrapa se destaca por incorporar aprendizado científico, experimentação descentralizada e desenvolvimento de capital humano em sua estratégia, gerando ganhos de produtividade duradouros.
Com informações da Agência Brasil







