Economia Balança comercial brasileira registra menor superávit para março desde 2020

Balança comercial brasileira registra menor superávit para março desde 2020

A balança comercial brasileira apresentou um superávit de US$ 6,53 bilhões em março, o menor valor para o mês desde 2020. O resultado reflete um aumento nas exportações, impulsionado principalmente pelo petróleo bruto, e um crescimento significativo nas importações, especialmente de veículos.

Exportações em alta, mas com ressalvas

As exportações em março foram impulsionadas pelas vendas de petróleo bruto, que registraram um aumento de US$ 1,971 bilhão em comparação com o mesmo mês de 2025. Essa variação é comum devido à manutenção programada de plataformas. No entanto, a expectativa é de queda nos próximos meses devido à alíquota temporária de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo, implementada em resposta à guerra no Oriente Médio.

Por outro lado, as vendas de café despencaram em março, com uma redução de US$ 437,1 milhões (-30,5%) em relação a março de 2025. A queda foi causada pela diminuição de 31% na quantidade exportada, atribuída a diferenças nos cronogramas de embarque.

Importações e o impacto dos veículos

As importações apresentaram alta considerável em março, com um aumento de US$ 755,7 milhões em comparação com o mesmo mês de 2025. Esse crescimento está fortemente ligado à aquisição de veículos, cujas compras do exterior se destacaram.

Acumulado do primeiro trimestre e projeções futuras

No acumulado dos três primeiros meses do ano, a balança comercial registra um superávit de US$ 14,175 bilhões, um aumento de 47,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi influenciado pela importação de uma plataforma de petróleo em fevereiro de 2025, evento que não se repetiu em 2026.

O superávit acumulado é o terceiro maior da série histórica, superado apenas pelos primeiros trimestres de 2024 e 2023. As projeções do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para 2026 indicam um superávit comercial de US$ 72,1 bilhões, uma alta de 5,9% em relação a 2025.

Para o ano de 2026, o MDIC projeta exportações de US$ 364,2 bilhões e importações de US$ 280,2 bilhões. Novas estimativas mais detalhadas serão divulgadas em julho. As projeções oficiais se mostram mais otimistas que as de instituições financeiras, que preveem um superávit de US$ 70 bilhões, segundo o boletim Focus do Banco Central.

Com informações da Agência Brasil