
O setor agropecuário brasileiro poderá contornar os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para o comércio global, através de um novo acordo logístico com a Turquia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou nesta quinta-feira (26) a viabilização de uma rota alternativa para exportação de produtos do agronegócio, especialmente para mercados no Oriente Médio e na Ásia Central.
Nova rota estratégica
Com o agravamento da guerra no Oriente Médio, a estrutura portuária turca passará a funcionar como um ponto estratégico para o escoamento da produção brasileira. Isso permitirá que as cargas sigam viagem sem a necessidade de atravessar o Golfo Pérsico, região diretamente afetada pelo conflito e que representa um gargalo logístico.
Fluxo e flexibilidade para exportadores
O novo arranjo logístico oferece maior flexibilidade aos exportadores brasileiros. As mercadorias poderão atravessar o território turco ou serem armazenadas temporariamente antes do embarque final. A iniciativa visa trazer mais previsibilidade ao setor em um cenário de instabilidade nas rotas internacionais.
Adequações sanitárias e certificado específico
A ampliação do uso da rota alternativa demandou adaptações, especialmente em relação às exigências sanitárias mais rígidas impostas pela Turquia para produtos de origem animal. Para solucionar essa questão, o governo brasileiro negociou a adoção de um Certificado Veterinário Sanitário específico, garantindo que os produtos atendam às normas locais e evitando interrupções no comércio.
Impacto global e risco para insumos
O Estreito de Ormuz é vital para o transporte de petróleo e produtos agropecuários, e seu fechamento afeta diretamente o comércio global. Além das exportações, o agronegócio brasileiro também se preocupa com a dependência de insumos importados, como fertilizantes. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza, e uma parcela significativa desses produtos passa pela região afetada pelo conflito, aumentando o risco de desabastecimento e elevação de custos de produção.
Com informações da Agência Brasil







