
O prefeito de Manaus, Renato Junior, firmou um compromisso com os trabalhadores ambulantes da rua Ferreira Pena, no Centro, garantindo a continuidade de suas atividades dentro das normas municipais. O anúncio foi feito durante o início das obras da primeira Rua Gastronômica da cidade, localizada na própria Ferreira Pena. O chefe do Executivo municipal assegurou que os informais não serão retirados sem uma alternativa de trabalho, prometendo uma solução em conjunto com a categoria.
“A história de vocês é a minha história também, e eu vou honrá-los. Essa gestão vai atender vocês. A origem de onde eu saí não me permite fugir de embates e lutas. Nasci no Morro da Liberdade, fui criado na Manaus Moderna, e sei que, para o pão chegar à mesa, a gente precisa lutar”, declarou o prefeito Renato Junior.
Realocação e padronização das barracas
Após o evento, representantes dos ambulantes participaram de uma reunião com o secretário municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc), Moisés Cunha. Ficou acordado que os 54 trabalhadores cadastrados na área serão realocados para espaços no entorno da futura Rua Gastronômica. Eles também receberão novas barracas padronizadas, cujo design foi desenvolvido com a participação da própria categoria.
“Esse é um trabalho determinado pelo prefeito Renato Junior para garantir uma revitalização organizada do Centro, valorizando os trabalhadores e oferecendo mais qualidade para a população”, afirmou o secretário Moisés. Ele complementou que a determinação é que a revitalização aconteça valorizando quem tira dali o sustento da família.
Adequações e diálogo com a categoria
O cadastramento dos ambulantes será realizado pela prefeitura mediante apresentação da documentação exigida, com um cadastro complementar para trabalhadores estrangeiros. Serão feitas adequações nas atividades para atender ao Código de Posturas do Município, como a substituição do churrasco no espeto por carne preparada na chapa.
Vanessa Mafra, representante dos trabalhadores, destacou que a principal reivindicação da categoria é a organização e a segurança para continuar trabalhando. As 54 famílias dependem da atividade para garantir renda e estão dispostas a cumprir as exigências, incluindo pagamento de taxas, padronização das barracas e mudança de localização, desde que possam continuar exercendo o trabalho.
“A gente não quer ser retirado. A gente quer ser organizado. O que a gente pede é apenas o direito de continuar trabalhando. Nós não estamos contra [o projeto apresentado]. Somos a favor da organização. O que queremos é continuar trabalhando e levando o pão de cada dia para casa”, disse Vanessa Mafra. Ela acrescentou que os ambulantes aceitam ser distribuídos ao longo da via ou transferidos para outro espaço próximo, desde que haja diálogo e preservação das oportunidades de trabalho.
Experiência anterior com bancas padronizadas
Em 7 de julho, foram instaladas as primeiras 26 bancas padronizadas para comerciantes ambulantes do Centro na rua Floriano Peixoto, perto da Alfândega. Esses novos equipamentos contam com toldo, porta de enrolar e identidade visual da Prefeitura de Manaus, visando oferecer mais segurança e melhores condições de trabalho.
Com informações da Prefeitura de Manaus







