
Profissionais do magistério da rede municipal de ensino de Manaus participaram nesta quinta-feira (9/7) do 1º Seminário “Rede de Proteção: Atuação Integrada no Enfrentamento da Violência Infantojuvenil”, com o tema “O Abraço Coletivo que Acolhe, Protege e Transforma”. O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) e pela Divisão Distrital Zonal (DDZ) Oeste, buscou debater e fortalecer estratégias intersetoriais para a proteção de crianças e adolescentes.
O objetivo principal do seminário foi ampliar o diálogo entre os diversos atores da rede de proteção, reforçando o papel essencial da escola como um espaço de acolhimento, prevenção e identificação de situações de violência. A iniciativa também visou capacitar gestores escolares para o reconhecimento precoce de sinais de violência e orientar sobre os procedimentos corretos para encaminhamento e notificação dos casos, em consonância com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Integração de setores pela infância e adolescência
A programação contou com a participação de representantes do Poder Judiciário, Segurança Pública, Saúde, Assistência Social e Organizações da Sociedade Civil. Essa colaboração interinstitucional é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente às vítimas de violência e assegurar a garantia de direitos.
Escola como pilar na rede de proteção
O secretário municipal de Educação, professor Arone Bentes, destacou a importância da união de esforços. “Precisamos sempre rever procedimentos e nos encontrar para oferecer um serviço cada vez melhor, que realmente proteja as nossas crianças”, afirmou.
Yuri Padilha, especialista em proteção e educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), ressaltou o papel da escola. “Os professores também precisam se enxergar como parte da rede de proteção, porque, de fato, eles são. Muitas denúncias e revelações espontâneas acontecem dentro da escola”, pontuou.
Paula Vasconcelos, assessora interdisciplinar da DDZ Oeste, enfatizou a função da escola no acolhimento e encaminhamento. “Quando uma criança chega à escola para relatar alguma situação de violência, a escola está ali para acolhê-la e cumprir o seu papel, que é fazer a notificação e encaminhar o caso da forma adequada”, explicou.
Carla Pereira, gestora da creche municipal Libânia Theodoro, também presente no evento, sublinhou a relevância da iniciativa. “Esse evento vem para que a gente busque informações e leve esse conhecimento para nossa comunidade, professoras e pais, em relação à proteção das crianças e das infâncias”, concluiu.
Com informações da Prefeitura de Manaus







