
A Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), sob administração da Prefeitura de Manaus, realizou na manhã de quarta-feira (10/6) uma atualização sobre o manejo da sífilis congênita. O evento teve como objetivo reforçar a prevenção da transmissão vertical da infecção, da gestante para o bebê.
Foco na prevenção e tratamento
A médica infectopediatra Tyane Almeida Jardim ministrou a capacitação, voltada para a equipe médica e a coordenação de enfermagem da unidade. A sífilis congênita é transmitida de mãe para filho quando a gestante não é tratada ou o tratamento é inadequado. Dados do Ministério da Saúde apontam uma redução nos casos de sífilis congênita no Brasil em 2024, mas a diretora da MMT, Núbia Cruz, ressalta a importância de intensificar a testagem durante o pré-natal.
“É de extrema importância seguirmos intensificando a testagem para sífilis durante o pré-natal e, em caso de resultado reagente (positivo), tratarmos imediatamente as gestantes e suas parcerias sexuais para evitar a transmissão vertical”, destacou Cruz.
Testagem rápida e gratuita
O teste rápido para sífilis é disponibilizado gratuitamente em todas as unidades de saúde da rede municipal. O procedimento é simples, realizado a partir de uma gota de sangue, com resultados rápidos e tratamento acessível.
“O teste é rápido, feito a partir da coleta de uma gota de sangue da ponta do dedo da paciente, o resultado costuma sair em poucos minutos e o tratamento é simples”, explicou a diretora.
Riscos da sífilis congênita
A pediatra neonatologista e gerente técnica da MMT, Sigrid Nascimento, alertou para as graves consequências da sífilis congênita, que pode levar a aborto, parto prematuro, malformações como cegueira e surdez, deficiências intelectuais e até a morte neonatal. A transmissão pode ocorrer durante a gestação ou no parto.
“Quando há o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, há uma diminuição significativa dos riscos para o desenvolvimento de sífilis congênita”, avaliou Nascimento.
Atendimento na Maternidade Moura Tapajóz
Todas as mulheres em trabalho de parto na Maternidade Dr. Moura Tapajóz passam por testes para Identificação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), incluindo a sífilis. A maternidade também atua em casos onde o tratamento foi interrompido.
“Muitas mulheres, por exemplo, já haviam recebido o diagnóstico, mas abandonaram o tratamento na metade, o que, apesar de complicar bastante a situação, não impede que iniciemos o tratamento na mãe e no recém-nascido”, explicou Núbia Cruz. “Nesses casos, o bebê precisa ficar internado na maternidade recebendo acompanhamento e medicação, além de ser necessário acompanhamento específico nos primeiros meses de vida”, completou a diretora.
Com informações da Prefeitura de Manaus







