
O dólar comercial fechou o dia negociado a R$ 5,242, registrando uma alta de 1,62% nesta quinta-feira (12). A moeda americana se aproximou da marca de R$ 5,25, impulsionada pelo agravamento da guerra no Oriente Médio e por dados de inflação no Brasil que vieram acima do esperado. O mercado de ações também sentiu o impacto, com o Ibovespa caindo 2,55%.
Tensão no Oriente Médio eleva preço do petróleo
O principal fator para a volatilidade do mercado foi a escalada das tensões no Oriente Médio. O barril do petróleo tipo Brent, referência internacional, disparou mais de 8%, fechando em US$ 101,26. Isso ocorreu após o novo líder do Irã, Aiatolá Mojtaba Khamenei, sinalizar a intenção de manter o fechamento do Estreito de Ormuz, rota vital para 20% da produção mundial de petróleo. O Irã também relatou ter incendiado dois petroleiros em águas iraquianas e atacado três navios no Golfo Pérsico, intensificando o conflito.
Inflação doméstica pressiona o real
No cenário doméstico, a inflação oficial em fevereiro adicionou pressão sobre o mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,7% no mês, superando a expectativa de 0,65% da maioria das instituições financeiras. Embora a inflação acumulada em 12 meses tenha caído, o resultado mensal levanta preocupações.
Impacto na taxa de juros e na bolsa
Uma inflação acima do previsto pode diminuir as chances de o Banco Central realizar um corte de 0,5 ponto percentual na Taxa Selic (juros básicos da economia) em sua próxima reunião. Juros mais altos tendem a desestimular investimentos em renda variável, como ações, e a atrair capital para a renda fixa, impactando negativamente a bolsa de valores.
A divisa brasileira acumula uma queda de 4,42% no ano, apresentando um desempenho semelhante ao de outras moedas de mercados emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano.
Com informações da Agência Brasil







