
O governo federal está avaliando a possibilidade de permitir o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar suas dívidas. A medida faz parte de um pacote em estudo para combater o endividamento das famílias brasileiras e ampliar o acesso ao crédito.
Pacote contra o endividamento
A iniciativa, sob liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como foco principal a população de baixa renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Entre as estratégias em análise está a concessão de garantia da União para a renegociação de débitos, buscando facilitar a obtenção de melhores condições, como juros reduzidos.
Descontos e alcance das dívidas
O programa também pode prever descontos significativos, chegando a até 80% sobre o valor total das dívidas. As dívidas contempladas poderiam incluir cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Restrições e novas linhas de crédito
Uma frente de discussão envolve a criação de restrições para apostas online (bets) para beneficiários do programa, visando prevenir um novo ciclo de endividamento. Paralelamente, a proposta visa atender pessoas com contas em dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas de crédito com taxas mais acessíveis.
Cenário de inadimplência e negociações
O debate sobre o uso do FGTS e outras medidas ocorre em um contexto de alta inadimplência no Brasil, onde mais de 80% das famílias possuem algum tipo de dívida, com quase um terço em atraso. O governo tem mantido diálogo com bancos, fintechs e instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve apresentar um formato mais simplificado em comparação a iniciativas anteriores de renegociação.
Com informações da Agência Brasil







