
O ex-governador do Distrito Federal não compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado, conforme convocado. A ausência gerou reações dentro da comissão, com o presidente criticando o que chamou de decisões judiciais que inviabilizam os trabalhos investigativos.
Em tom de desabafo, o presidente da CPMI destacou a desigualdade no tratamento das leis no Brasil. “Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros”, afirmou, contrastando a agilidade na punição de pessoas pobres com a lentidão em casos envolvendo crimes de colarinho branco e corrupção.
Ele ressaltou que irá “curvar-se” às decisões judiciais, mas que a advocacia do Senado está recorrendo de todas as medidas que, segundo ele, prejudicam a apuração. “É essa a palavra que a população tem que saber”, enfatizou, defendendo a seriedade e isenção dos trabalhos da comissão.
O presidente questionou a obrigatoriedade de comparecimento de testemunhas e a transferência de sigilos, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) determina que não há obrigação. “Ora, então não quer que se apure? Por que não quer que se apure? Isso que tem que ser questionado. Quem nada deve, nada teme”, declarou, classificando as decisões judiciais como “não razoáveis”.
A CPMI busca aprofundar as investigações sobre o crime organizado no país. Mais informações sobre os trabalhos da comissão podem ser encontradas no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.
Com informações da Agência Senado.







