
O prefeito de Manaus, David Almeida, reuniu a imprensa nesta sexta-feira (27/3) para uma visita técnica ao canteiro de obras do parque Encontro das Águas Rosa Almeida, localizado na zona Leste da capital. A obra, que já atingiu 81% de execução, visa estruturar um dos mais importantes cartões-postais naturais do Brasil, com previsão de entrega entre setembro e outubro deste ano.
O projeto preenche uma lacuna histórica, já que o Encontro das Águas, apesar de sua fama nacional, nunca contou com uma infraestrutura pública adequada ao seu potencial turístico. A iniciativa se alinha a uma estratégia municipal e nacional de valorização de ativos naturais como vetor econômico.
Um legado para Manaus
O parque resgata um projeto original do renomado arquiteto Oscar Niemeyer, que estava paralisado há mais de uma década. A gestão atual ampliou a proposta inicial, que se limitava a um mirante e restaurante, transformando-a em um parque multifuncional. O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) foi responsável pela ampliação do escopo.
“Manaus tem 356 anos e nunca teve uma obra à altura do seu principal ponto turístico natural. Nós estamos colocando a cidade de frente para o rio. Esse será um dos pontos mais visitados da cidade e um legado da nossa gestão”, declarou o prefeito David Almeida.
Carlos Valente, diretor-presidente do Implurb, destacou a importância da decisão política para a consolidação do projeto. “O que era um mirante se transformou em parque. Essa é uma obra que nasce de uma decisão estratégica e que vai se consolidar como um dos monumentos mais visitados de Manaus nos próximos anos”, afirmou.
Estrutura e desafios da obra
As obras avançam com a construção da oca principal e do restaurante. A complexidade da construção é evidenciada pelo uso de mais de 20 caminhões de concreto em uma única etapa para a laje de cobertura do restaurante. O projeto também envolve mais de 260 estacas de concreto, com até 44 metros de profundidade, para garantir a estabilidade em área geologicamente sensível.
A execução enfrentou ajustes técnicos e uma paralisação de cerca de 15 meses para estudos arqueológicos. Uma segunda etapa já está em planejamento, prevendo ampliação da praça, instalação de elevadores, um píer para embarcações e integração com modais de transporte.
Mobilidade e impacto turístico
O acesso ao parque será facilitado por melhorias no sistema viário e transporte público, incluindo o alargamento da avenida Cosme Ferreira e a ampliação da ciclovia até o bairro Colônia Antônio Aleixo.
“Hoje, quem quer ver o Encontro das Águas precisa ir até a Ceasa e pegar uma embarcação. Agora teremos um espaço estruturado para contemplação, com acesso facilitado e integrado à cidade”, explicou David Almeida.
O novo parque faz parte de um esforço mais amplo de reposicionamento turístico de Manaus, que inclui outros equipamentos como o mirante Lúcia Almeida e o píer Manaus 355. O prefeito prevê uso contínuo para o espaço, com potencial para eventos diversos, como casamentos ao pôr do sol e celebrações de Réveillon.
“Todo turista que vier a Manaus vai precisar conhecer o Teatro Amazonas e esse parque”, ressaltou Almeida.
Carlos Valente reforçou que os investimentos em infraestrutura turística melhoram a imagem de Manaus como destino. “Manaus passa a aparecer entre os destinos mais recomendados porque há investimento consistente em infraestrutura turística”, concluiu.
Para a população, o parque representa não apenas um novo espaço de lazer, mas a consolidação de um projeto urbano que reconecta a cidade aos seus rios, impulsiona o potencial econômico do turismo e cria um novo eixo de desenvolvimento na zona Leste.
Com informações da Prefeitura de Manaus







