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quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Prefeitura de Manaus e BNDES avançam em projeto para revitalizar áreas de igarapés

A Prefeitura de Manaus deu um passo importante na terça-feira (22/09) para a execução de intervenções de infraestrutura, drenagem urbana e requalificação ambiental em quatro áreas críticas da cidade. Em colaboração com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o município iniciou o projeto Manaus Resiliência, que marca a estreia do programa BNDES Cidades Resilientes no país.

Investimento e áreas prioritárias

Com um aporte estimado em R$ 200 milhões, cujos recursos podem ser financiados pelo Fundo Clima, o projeto visa planejar e estruturar obras focadas na prevenção e minimização dos impactos de eventos climáticos extremos. As ações serão concentradas em locais sujeitos a alagamentos e outros riscos ambientais, com foco em quatro regiões prioritárias: Igarapé da Sapolândia, Parque dos Tucanos, Igarapé do Mindu e Igarapé do Franco, na avenida Brasil.

Parceria estratégica e necessidades da cidade

A reunião de abertura contou com a presença de representantes da Prefeitura, do BNDES e do Consórcio Engecorps Moyses & Pires-Nippon, responsável pelos estudos técnicos essenciais para a estruturação do projeto. Alessandro Ribeiro, titular da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), destacou o alinhamento do projeto com as urgências da prefeitura.

“O projeto de Cidades Resilientes vem ao encontro das necessidades de Manaus, uma das capitais com grande necessidade de resiliência climática. Sofremos com o verão rigoroso e o impacto do El Niño. O apoio do BNDES é fundamental para revitalizarmos áreas críticas”, afirmou Ribeiro.

Soluções urbanas e ambientais

Antonio Peixoto, presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), ressaltou o caráter social e ambiental do projeto. “Atuar pontualmente nesses locais identificados vai desinflamar essas áreas. A execução do projeto trará um benefício social direto, devolvendo um território organizado, planejado e seguro para a população”, explicou.

Luciene Machado, superintendente da Área de Soluções para Cidades do BNDES, enfatizou a importância de conhecer a realidade local. “É impossível prescrever soluções sem conhecer profundamente a realidade local e ouvir quem sofre diariamente os efeitos dos eventos severos”, declarou.

Próximos passos: vistorias e diagnósticos

Entre os dias 23 e 25 de setembro, equipes técnicas realizarão vistorias de campo para identificar gargalos de infraestrutura e validar diagnósticos iniciais nas quatro áreas selecionadas. Essas regiões enfrentam problemas recorrentes como inundações, ocupação irregular em faixas de preservação, erosão e falta de saneamento.

Durante os nove meses da fase de estruturação técnica, serão executados diagnósticos ambientais e socioeconômicos, mapeamento de riscos hidrológicos e anteprojetos de engenharia. O modelo prevê soluções baseadas na natureza, infraestrutura verde e um amplo processo de escuta comunitária.

Com informações da Prefeitura de Manaus