
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou veementemente a guerra no Irã e seus reflexos no preço internacional do petróleo, que afetam diretamente o custo do diesel no Brasil. Lula declarou que “a guerra é do Trump, a guerra não é do povo brasileiro e a gente não tem que ser vítima dessa guerra”. O Brasil, que importa cerca de 30% do diesel que consome, busca evitar uma escalada de preços que impacta a inflação.
Medidas para conter o preço do diesel
O governo federal anunciou que publicará uma medida provisória (MP) para criar um subsídio ao diesel importado, com um desconto de R$ 1,20 por litro. A proposta, que tem um custo total de R$ 3 bilhões ao longo de dois meses, será dividida igualmente entre a União e os estados, com cada um arcando com R$ 0,60 por litro.
Lula lamentou a venda da BR Distribuidora no governo anterior, afirmando que a privatização dificulta a repasse de eventuais baixas no preço da Petrobras até o consumidor final, devido à ação de “atravessadores”. O governo conta com a fiscalização da Polícia Federal e do Ministério Público para garantir que o preço do diesel não suba.
Apelo por paz e críticas ao Conselho de Segurança da ONU
Em um evento em São Paulo que celebrou os 21 anos do Prouni e os 14 anos da Lei de Cotas Raciais, o presidente direcionou um recado aos líderes das cinco maiores potências militares: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.
Lula citou o bloqueio a Cuba, as ações na Venezuela e a situação no Irã, alertando que a guerra no Oriente Médio eleva o preço dos combustíveis, o que, por sua vez, encarece produtos básicos como alface, feijão e arroz. “Criem juízo. O mundo precisa de paz, o mundo não precisa de guerra”, disse.
O presidente relembrou que o Conselho de Segurança da ONU foi criado em 1945 com o propósito de manter a paz mundial, mas criticou que seus membros permanentes “estão fazendo guerra”.
Contexto da guerra no Irã
A guerra no Irã, iniciada com ataques combinados de Estados Unidos e Israel no fim de fevereiro, completa um mês sem perspectivas de acordo. O preço do barril de petróleo já aumentou cerca de 50% nesse período, e o conflito na região do Oriente Médio, onde se concentram grandes produtores de petróleo, levanta preocupações ambientais, climáticas e de segurança, com o Irã sob ameaça de invasão por tropas norte-americanas.
Com informações da Agência Brasil







