Política Brasil e Bolívia buscam ampliar cooperação energética e comercial

Brasil e Bolívia buscam ampliar cooperação energética e comercial

Brasil e Bolívia firmaram acordos para intensificar a cooperação em diversas áreas, com destaque para a energia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou a importância histórica da Petrobras na Bolívia, descrevendo a relação como “uma das mais importantes experiências de integração energética da América Latina”. Apesar de a estatal operar atualmente 25% da produção de gás boliviano, Lula vê potencial para uma integração mais ampla dos mercados de gás do Cone Sul, inclusive para abastecer uma futura fábrica de fertilizantes.

Interconexão elétrica e energia renovável

Um dos acordos assinados prevê a construção de uma linha de transmissão entre a Bolívia e Mato Grosso do Sul. O objetivo é otimizar o uso de recursos energéticos e levar eletricidade a regiões ainda dependentes de diesel.

O Brasil também se mostrou disposto a cooperar com a Bolívia na produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis, visando maior segurança energética e diversificação de fontes.

Parcerias em mineração e comércio

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, destacou o potencial de parcerias em mineração, dada a riqueza mineral do país. Ele enfatizou a importância das boas relações com países como o Brasil para o desenvolvimento boliviano.

Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, o intercâmbio comercial tem diminuído. Lula mencionou oportunidades nos setores de alimentos, lácteos, sementes e biotecnologia, com o apoio da Embrapa.

Um evento empresarial em São Paulo reunirá empresários dos dois países para explorar novas oportunidades de comércio e investimento. A construção de uma segunda ponte sobre o Rio Mamoré, prevista para 2027, também facilitará o intercâmbio, conectando produtores a portos no Chile e Peru.

Combate ao crime e cooperação turística

Além da energia e comércio, os acordos abrangem cooperação turística e o fortalecimento do combate ao crime organizado transnacional. A colaboração visa aprimorar ações contra tráfico de pessoas, narcotráfico, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais, entre outros.

Com informações da Agência Brasil