
A Prefeitura de Manaus, através de secretarias integradas no Gabinete de Crise, está monitorando o vazamento de gás estireno ocorrido em uma fábrica no Distrito Industrial. Nesta quinta-feira (16/7), uma inspeção técnica resultou na autuação da empresa em 30 mil Unidades Fiscais do Município (UFMs), o que equivale a R$ 4.554.300,00.
Ação Integrada e Medidas de Contenção
A operação envolveu a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec). Os esforços se concentram no resfriamento do tanque de estireno para estancar o vazamento, com apoio de caminhões-pipa da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A empresa estima controlar a situação até o fim do dia.
Fiscalização e Exigências Técnicas
A fiscalização realizou medições atmosféricas e coletou amostras para avaliar contaminações. A empresa foi notificada a apresentar, em até 20 dias, relatórios técnicos de segurança, contingência, plano de atendimento emergencial, drenagem e capacidade de tratamento, sob pena de consolidação da multa. O índice de poluição ainda está acima do limite tolerável, segundo o diretor jurídico da pasta de meio ambiente, Henrique Marinheiro. Ele orientou a população a manter os locais arejados e evitar proximidade com a área afetada.
Vistoria Estrutural e Riscos à Saúde
O Implurb planeja vistoriar a planta industrial após a estabilização da área. A gerente da Divisão de Controle da Cidade do Implurb, Maria Aparecida Fróes, aguarda liberação da Defesa Civil para adentrar o local. Caso haja inconformidades com a legislação urbana, novas autuações e interdição da fábrica podem ocorrer. Agentes da Semsa orientam sobre os riscos do estireno, que pode causar reações alérgicas por inalação e contato. A recomendação é evitar a área, manter casas arejadas e procurar unidades de saúde em caso de sintomas graves.
Impacto e Recomendações à População
Devido ao forte odor, 16 escolas municipais suspenderam as atividades. O Samu realizou sete remoções de pessoas afetadas. A Defesa Civil monitora as variáveis químicas. O chefe da Divisão de Minimização e Prevenção de Desastres, Renato Martins, assegurou que a situação está sob controle, mas exige controle térmico rigoroso do tanque. A população deve evitar a área e, em caso de forte odor em casa, vedar aberturas ou buscar abrigo em outro local. Motoristas devem manter vidros fechados e desligar a entrada de ar externo.
Gabinete de Crise e Contatos de Emergência
As ações integradas começaram na quarta-feira (15/7), com a instauração de um Gabinete de Crise. Em caso de emergência, acionar a Defesa Civil (199), o Samu (192) ou o Corpo de Bombeiros (193). Recomenda-se evitar deslocamentos e permanência nas proximidades da rua Javari e áreas industriais atingidas. Moradores de regiões vizinhas devem permanecer em locais protegidos, fechar portas e janelas.
Com informações da Prefeitura de Manaus







