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Governo monitora mercado de combustíveis após alta de preços ligada à guerra no Oriente Médio

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise recentes elevações nos preços dos combustíveis observadas em quatro estados brasileiros e no Distrito Federal. A medida surge após sindicatos de combustíveis informarem que distribuidoras aumentaram os valores de venda para os postos, justificando a prática pela alta internacional do petróleo, em decorrência do conflito no Oriente Médio.

Investigação sobre práticas de mercado

O pedido da Senacon ao Cade visa apurar a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência. A preocupação é com tentativas de influenciar a adoção de condutas comerciais uniformes ou combinadas entre concorrentes no setor de combustíveis.

Até o momento, a Petrobras não comunicou qualquer aumento nos preços praticados em suas refinarias, o que contrasta com as justificativas apresentadas pelas distribuidoras aos postos.

Contexto da guerra no Oriente Médio

A escalada de tensões no Oriente Médio, com ataques entre Israel e Irã, tem sido apontada como um dos fatores para a volatilidade no preço do petróleo. A mais recente ofensiva ocorreu em 28 de fevereiro, com bombardeios em Teerã, que resultaram na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra países árabes com presença militar dos Estados Unidos na região.

As relações entre EUA e Irã foram tensionadas ainda no primeiro governo Trump, com a saída do acordo nuclear de 2015. Enquanto Israel e EUA acusam o Irã de buscar armas nucleares, Teerã afirma que seu programa é pacífico e se disponibiliza para inspeções internacionais. Israel, por sua vez, nunca permitiu inspeções em seu programa nuclear.

Com informações da Agência Brasil